Conjuntivite alérgica afeta quase um terço dos portugueses

Dados da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia

11 maio 2012
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Aproximadamente um terço dos portugueses sofre de conjuntivite alérgica uma inflamação que afeta em especial os jovens e surge sobretudo nesta altura do ano quando o nível de polinização aumenta, de acordo com a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO).

 

Segundo a SPO, o aumento do nível de polinização que se tem verificado nos últimos dias leva a um aumento das queixas de sintomas alérgicos, nomeadamente a nível ocular, podendo também existir conjuntivite alérgica de carácter persistente, que está relacionada com os ácaros do pó da casa e os epitélios de animais domésticos (gato e cão).

 

“Há situações que fazem com que a alergia se manifeste ao longo de todo o ano, embora haja situações que têm uma incidência maior nesta altura do ano pela polinização e porque as pessoas andam mais ao ar livre”, revelou à agência Lusa a presidente da SPO, Manuela Carmona.

 

A responsável acrescentou que este tipo de inflamação tem aumentado devido à poluição, uso de sprays e o aumento das incidências de olhos secos.

 

“Há uma série de fatores que predispõem à inflamação da superfície ocular e que naturalmente faz com que a alergia também aumente”, sublinhou.

 

A “conjuntivite alérgica é uma doença inflamatória da superfície ocular externa, muitas vezes recorrente, que se manifesta através de prurido e sensação de ardor nos olhos, lacrimejo, olhos vermelhos, fotofobia e edema (inchaço) da conjuntiva e das pálpebras”, de acordo com a SPO.

 

Manuela Carmona referiu que “a conjuntivite alérgica é muitas vezes acompanhada de sintomas nasais de rinite e manifesta-se em cerca de 70 % dos doentes com rinite alérgica”.

 

A oftalmologista alerta para as consequências desta alergia, podendo ser “uma situação extremamente incapacitante que dificulta bastante a vida do dia-a-dia das pessoas”.

 

“A seguir à conjuntivite pode haver uma infeção, que pode originar lesões a nível da córnea e da superfície ocular”, disse, acrescentando que na maior parte dos casos não se torna numa “doença incapacitante, mas há situações que podem evoluir dessa forma”.
Por isso, aconselha que, aos primeiros sintomas se consulte um especialista.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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