Congresso de cirurgiões para discutir cirurgia robótica

Cirurgia permite cirurgias menos dolorosas e mais eficazes

11 setembro 2019
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Dezenas de cirurgiões juntam-se esta semana em Lisboa no maior congresso europeu de cirurgia robótica, que pode ser usada em quase todas as cirurgias abdominais e torácicas e permite uma mais fácil e rápida recuperação do doente.
 
Em declarações à Lusa, Kris Maes, que preside ao comité de organização local do congresso, explicou que a cirurgia robótica é uma evolução da cirurgia laparoscópica e permite maior precisão no trabalho do cirurgião e uma melhor recuperação do doente.
 
“Usamos acessos (buracos) para introduzir os instrumentos, como câmara e pinças, e o robô compensa os movimentos dos nossos braços. Consegue-se uma maior precisão”, explica o especialista, lembrando que, ainda assim, “o robô não faz nada sozinho”.
 
O especialista, que é coordenador do Centro de Uro-oncologia e do Centro de Cirurgia Robótica e Minimamente Invasiva do Hospital da Luz Lisboa, destaca ainda a importância de a cirurgia robótica ser realizada por cirurgiões "com muita experiência".
 
A cirurgia robótica é usada nas cirurgias abdominais nas áreas da ginecologia, urologia e cirurgia geral, na área pulmonar ou cardiovascular, na cirurgia do reto e até na área da otorrinolaringologia.
 
No congresso, além das sessões teóricas, serão feitas 18 cirurgias robóticas na área da Urologia. Nesta especialidade, o robô é usado na cirurgia da próstata (área oncológica e não oncológica), cirurgia do rim (para retirada de nódulos ou para remover o órgão) e na cirurgia da bexiga.
 
Em janeiro, foi anunciado o primeiro robô cirúrgico do Serviço Nacional de Saúde, a ser instalado no Hospital Curry Cabral, mas, segundo fonte do Centro Hospitalar Lisboa Central (CHLC), o equipamento ainda não está em funcionamento.
 
Este robô foi doado pela Fundação Agá Khan e, de acordo com a administração do CHLC, terá custado entre três a quatro milhões e meio de euros.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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