Congestão nasal crónica associada a asma grave

Estudo publicado na revista “Respiratory Research”

05 janeiro 2011
  |  Partilhar:

Um novo estudo sueco mostra que a asma grave parece ser mais comum do que se pensava e relata que as pessoas afectadas têm uma maior prevalência de sintomas como nariz entupido ou corrimento nasal, sinais que, segundo os investigadores, devem ser considerados pelos médicos. O estudo foi publicado na revista “Respiratory Research”.

 

Para a investigação foram entrevistadas 30 mil pessoas no oeste da Suécia. Os questionários consistiram em perguntas sobre a saúde, por exemplo, se tinham sido diagnosticados com asma, se usavam fármacos para controlar a doença e, em caso afirmativo, que tipo de sintomas apresentavam. "Esta é a primeira vez que a prevalência de asma grave foi calculada num estudo populacional e chegámos à conclusão que cerca de 2% da população do oeste da Suécia apresentavam sinais de asma grave", disse, em comunicado enviado à imprensa, Jan Lotvall, o co-autor do estudo, do Centro de Investigação da Academia Sahlgrenska Krefting.

 

Segundo reforçou o investigador, “as formas mais graves de asma são mais comuns do que se pensava e os profissionais de saúde devem prestar mais atenção aos pacientes que apresentam estes sintomas”.

 

No trabalho também foi verificada uma ligação entre asma grave e congestão nasal e corrimento nasal prolongado, sinais mais prevalentes entre aqueles que tinham asma grave, em comparação com aqueles que apresentaram menos sintomas da doença. Para Jan Lotvall isto significa que os pacientes que têm problemas nasais, possivelmente em conjunto com  pieira e falta de ar durante o exercício, assim como acordar durante a noite, deveriam ser submetidos a um exame de despiste de asma.

 

"Essas descobertas sugerem que parte do sistema imunitário que é activado por problemas nasais crónicos pode estar relacionado com a asma grave, um conceito que poderá conduzir a novos tratamentos", disse Lotvall, acrescentando que "o tratamento eficaz para problemas nasais e dos seios paranasais pode, em teoria, reduzir o risco de um agravamento da asma, mas isso é algo que precisa ser investigado a fundo".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Classificações: 2Média: 5
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.