Confirmado que hepatite B é uma doença antiga

Estudo publicado na revista “PLOS Pathogens”

09 janeiro 2018
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Investigadores sequenciaram o genoma de uma estirpe viral da hepatite B encontrada no corpo mumificado de uma criança que morreu no século XVI, confirmando que o agente patogénico afeta a humanidade há séculos.
 
Segundo apurou a agência Lusa, análises anteriores aos restos da criança, enterrados na basílica de Santo Domenico Maggiore, em Nápoles, Itália, sugeriam que aquela tivesse sido infetada com o vírus da varíola, com a cara apresentando marcas aparentemente deixadas pelas pústulas da doença.
 
No entanto, investigadores da Universidade McMaster, no Canadá, analisaram pequenas amostras de pele e de tecido ósseo e conseguiram identificar fragmentos de ADN viral.
 
A análise do genoma revelou que se tratava do vírus da hepatite B, que afeta o fígado e que pode também causar erupção cutânea, de acordo com a investigação publicada na revista científica norte-americana “PLOS Pathogens”.
 
A descoberta vem confirmar que a hepatite B afeta a humanidade há muito tempo e que o vírus pouco se alterou nos últimos 450 anos, disse Hendrik Poinar, geneticista da Universidade McMaster e principal autor do estudo.
 
Estes dados “mostram a importância da análise molecular para identificar a presença de agentes patogénicos do passado, o que nos permite determinar melhor há quanto tempo estes infetam os humanos” e como evoluíram ao longo do tempo, acrescentou.
 
“Quanto mais soubermos sobre como se desenvolveram as pandemias e os surtos infeciosos no passado, melhor compreendemos como é que esses vírus se propagam hoje, o que nos vai ajudar a controlá-los melhor”, disse o investigador.
 
A hepatite B infeta cerca de 350 milhões de pessoas em todo o mundo e provoca quase um milhão de mortes todos os anos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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