Confirmada presença do vírus do Nilo no Algarve

Casos detectados são «benignos»

11 agosto 2004
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A presença do vírus do Nilo Ocidental está confirmada em Portugal. O sistema de vigilância deste vírus - reforçado pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) depois de dois turistas irlandeses terem apresentado sintomas da doença há duas semanas - permitiu já identificar «a actividade do vírus em mosquitos em algumas zonas do Algarve», revelou terça-feira a DGS em nota informativa. Por enquanto, porém, não foram detectados novos casos de infecção em pessoas, nem manifestações clínicas em aves e cavalos, no território nacional, acrescenta a nota. Mesmo assim, por precaução, a DGS recomenda que nas zonas mais povoadas por mosquitos se proceda à drenagem de águas estagnadas e à remoção de águas paradas nas proximidades das habitações e se recorra à utilização de insecticidas e de repelentes de mosquitos (exceptuando os casos de grávidas e crianças com menos de dois anos de idade). O subdirector-geral da Saúde, Francisco George, admitiu que os dois turistas irlandeses suspeitos de terem contraído a febre do Nilo Ocidental, após um período de férias no Algarve, estavam mesmo infectados com este vírus transmitido por picada de mosquito. Novas análises às amostras de sangue feitas num laboratório especializado do Reino Unido (Porton Down) confirmaram a presença do vírus, depois de testes anteriores ali efectuados se terem revelado inconclusivos.Seja como for, todos os casos suspeitos de infecção humana até ao momento analisados em Portugal (cinco pessoas que vivem ou que passaram pelo Algarve e manifestaram nos últimos dias um quadro clínico compatível com a doença) revelaram-se negativos, a crer nos testes efectuados no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, assegurou. Francisco George garantiu ainda que os casos dos turistas irlandeses (um homem de 54 anos e uma mulher de 51 que passaram férias num aldeamento ao pé da Ria Formosa) «são benignos», à semelhança do que tem acontecido com os focos da doença detectados na bacia do Mediterrâneo, nomeadamente em Itália e em França. Fontes: Público e Lusa

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