Conduzir sob o efeito de tranquilizantes

Perigo ao volante...

10 junho 2003
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Abrangendo uma amostra representativa - constituída por 401 condutores e peões vítimas de acidentes de viação que, entre Janeiro de 2000 e Dezembro de 2001, recorreram ao serviço de urgência do Hospital de S. José, em Lisboa -, o estudo agora concluído permitiu perceber que este problema também se faz sentir entre nós. E com um peso não negligenciável: em 16,7 por cento das vítimas foi possível detectar concentrações de benzodiazepinas no sangue ou na urina.
 

 

Outros países, mais avisados, obrigam já a que os alertas surjam impressos em etiquetas com cores fortes e colocadas de forma bem visível nas embalagens dos medicamentos. É o que acontece, por exemplo, em Espanha, na Holanda, na França e no Reino Unido, nota Carlos Matias Dias, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, que assina este trabalho em conjunto com três especialistas dos hospitais de S. José e do Desterro.
 

 

A precaução compreende-se: o consumo de benzodiazepinas pode agravar o risco de ocorrência de acidentes de viação.
 

Vários estudos internacionais já tinham apontado para esta relação, sem margem para dúvidas. De acordo com estes estudos, a utilização de benzodiazepinas «aumenta entre 1,27 e 2,67 o risco de envolvimento num acidente de viação». Apesar disto, por enquanto apenas se controla e fiscaliza a presença de álcool, de cocaína, heroína, canabinóides e anfetaminas nos automobilistas.
 

 

Fonte: Público
 

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