Concertos e eventos cancelados na China

Governos desaconselham viagens à região infectada pela pneumonia atípica

31 março 2003
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Moby e o guitarrista Carlos Santana cancelaram os espectáculos em Hong Kong por temerem a Síndroma Respiratória Aguda Grave, ou pneumonia atípica.
 

 

Santana decidiu transferir o show do dia 11 de Abril de Hong Kong para Osaka, no Japão. E Moby cancelou os espectáculos em Hong Kong e Singapura. O cantor e produtor americano disse que limita-se a seguir o conselho da Organização Mundial de Saúde (OMS) que pediu aos cidadãos para evitarem viagens não essenciais à região.
 

 

No website oficial, Moby pediu desculpas aos fãs que compraram bilhetes para os espectáculos e anunciou que irá divulgar novas datas assim que os números da doença na região comecem a diminuir.
 

 

A doença já levou os Rolling Stones a adiar concertos na Ásia. A banda cancelou apresentações na China e em Hong Kong mas chegou a apresentar-se em Singapura.
 

 

O cantor americano Andy Williams, de 76 anos, também cancelou um concerto que faria em Hong Kong por não querer colocar a sua saúde em risco.
 

 

Pelos mesmos motivos, o Fórum Económico Mundial adiou o Encontro de Negócios na China, programado para acontecer em Pequim ainda este mês.
 

 

Segundo a BBC, a epidemia está a provocar um impacto negativo na região, com voos e reservas de hotéis cancelados diariamente. As acções da rede hoteleira Cathay Pacific caíram sete por cento e as da Singapore Airlines 12 por cento na última semana.
 

 

Analistas, no entanto, temem que o impacto económico da doença na China possa ser pior. Em declarações à BBC, John Stuermer, economista da companhia Bear Stearns Investment, em Singapura, disse que o episódio da proliferação do vírus despertou dúvidas sobre a transparência do governo local. «Além disso, muitos investidores podem ficar com medo de visitar os seus investimentos», completou.
 

 

Não vá à China
 

 

Além da OMS que desaconselhou viagens à China para conter a epidemia, também as autoridades de saúde dos EUA recomendam aos seus cidadãos para não se deslocarem à China ou Singapura.
 

 

Ainda na semana passada, o governo já tinha recomendado para que se evitasse destinos como Hanói, a província chinesa de Guangdong e Hong Kong, onde a doença se espalha com rapidez obrigando a atitudes cada vez mais radicais das autoridades locais.
 

 

Também o governo da França publicou um comunicado de imprensa na segunda-feira, desaconselhando os franceses a viajarem para Hong Kong ou China por causa do vírus.
 

 

Lucien Abenhaim, a principal autoridade médica do governo, afirmou que o risco de contágio da pneumonia atípica não está reduzido apenas a quem teve contacto directo com uma pessoa infectada. «Parece que em Hong Kong há certos casos em que não se consegue estabelecer este tipo de contacto. E isso é perturbador», disse Abenheim.
 

 

Na semana passada, os Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Austrália lançaram alertas para que os seus cidadãos cancelassem ou «reconsiderassem» viagens às regiões afectadas.
 

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou na segunda-feira informações de que 1,6 mil pessoas provavelmente foram infectadas pelo vírus, que matou 58 em todo o mundo. Um representante da OMS, Hitoshi Oshitani, admitiu nas Filipinas que talvez não seja possível encontrar uma cura para a doença.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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