Concepção e gravidez devem ser fases tranquilas

Stresse dos pais causa danos cerebrais nos bebés

09 novembro 2004
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O stress pode causar danos «devastadores» no cérebro dos bebés desde as fases embrionárias até os primeiros anos de vida, segundo psiquiatra americano Martin Teicher, da Harvard Medical School.Em declarações à imprensa, durante II Congresso Internacional sobre o Cérebro Humano realizado em Roma, o especialista assegurou que 20 por cento das crianças e adolescentes são afectados por algum tipo de doença cerebral, um número que pode aumentar para mais de 50 por cento em 2020. Por trás destas doenças está frequentemente o stress e, advertiu Teicher, que em algumas ocasiões estes problemas podem ser constatados inclusive na fase embrionária, e têm com consequências «desastrosas» para o cérebro. Uma equipa de investigadores chefiada pelo psiquiatra realizou vários estudos, nos quais comprovou a maléficas consequências do stress sobre animais, mas «também existem provas dos prejuízos ao homem», assegurou Teicher. As experiências «mostraram que o stress pré-natal e pós-natal, causado pela negação de afecto materno, por exemplo, influem notavelmente no desenvolvimento do cérebro», explicou. Assim, os testes permitiram a comprovação de que a falta de atenção materna tem, a longo prazo, efeitos concretos sobre o desenvolvimento da estrutura periférica do cérebro, do córtex e de algumas partes do cerebelo. Teicher insistiu na necessidade dos progenitores mostrem carinho ao bebé através de gestos e carícias, já que isso «contribui de modo fundamental para a capacidade que o bebé terá quando crescer para reagir ao stress e na vida futura». «Já os bebés abandonados ou negligenciados pelos seus pais mostram respostas excessivas e irregulares ao stress», além de disfunções neurológicas «que na idade adulta podem levar à depressão e ao stress e pos-traumático». O conselho do psiquiatra foi claro: é necessário «brincar com os filhos, animá-los e motivá-los, o excesso de reprovações nunca é positivo, embora provenha da vontade de educar melhor a criança». «A sensação de abandono por parte da criança não está tão ligada à quantidade de tempo que se passa com ele, mas à sintonia que se mantenha entre mãe e filho nos momentos nos quais estão juntos», concluiu. Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet

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