Concentração de ozono superior ao habitual

População não está preocupada e segue vida normal

22 agosto 2012
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Este ano foi registado na serra do Alvão, em Vila Real, o maior valor de concentração de ozono em toda a região norte. A Estação de Monitorização da Qualidade do Ar do Douro Norte, instalada no Parque Natural do Alvão (PNA) em fevereiro de 2004, registou 15 horas de concentração superior ao habitual deste gás na Estação do Douro Norte, de um total de 17 em toda a região norte desde o início do ano. As outras duas horas foram registadas em Frossos, Braga, adiantou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

 

As excedências ao limiar de informação ao público aplicável ao ozono ocorrem sempre que o gás atinge uma concentração de 180 microgramas por metro cúbico. No decorrer de 2012 o limiar de alerta foi ultrapassado apenas uma vez, quando na serra do Alvão os valores de ozono atingiram os 240 microgramas por metro cúbico.

 

No norte do país existem 21 estações de monitorização que procedem à avaliação de diferentes poluentes, segundo a área onde estão inseridos. Segundo a CCDR-N, o ozono é um poluente secundário, ou seja, não é emitido diretamente por nenhuma fonte, mas é originado pela reação de outros poluentes entre si na atmosfera e em presença da radiação solar.

 

Os valores mais elevados deste gás ocorrem normalmente durante o Verão, à tarde, quando existe a máxima atividade fotoquímica. É difícil determinar a origem do ozono troposférico, sendo que os poluentes originários da formação do gás podem resultar do transporte de emissões produzidas em locais a média ou mesmo longa distância.

 

A vida dos habitantes da serra do Alvão prossegue normalmente. Segundo o presidente da Junta de Freguesia de Lamas d’Olo, Domingos Fernandes, não se notam alterações entre antes ou depois da colocação da estação ou dos alertas de ozono. “Não se nota qualquer sintoma disto ou daquilo nem nos idosos nem nas crianças. Lá vem periodicamente a informação de que a estação deteta [valores] acima dos níveis normais, mas para nós não alterou em nada a maneira de estar ou de agir”, continua.

 

Segundo o médico Francisco Esteves, do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD) este poluente pode causar perturbações respiratórias, sobretudo em doentes sensíveis ou vulneráveis, nomeadamente em crianças ou asmáticos, e provocar irritação ocular. “No centro hospitalar não temos tido ou notado, sobretudo em populações desta região, que tenha havido um acréscimo ou uma exacerbação de doenças pulmonares previamente existentes nos doentes e que tenha de facto uma relação causa efeito com o fenómeno”, informou.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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