Conceber sem ansiedade...

…é a chave do sucesso para a reprodução medicamente assistida

27 abril 2004
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A expressão «seja feliz e não se preocupe»  pode surtir todo o efeito caso esteja a planear ter um filho. Segundo um estudo recente, as recomendações médicas para evitar a ansiedade durante o período de pré-concepção podem ter toda a lógica científica. Uma equipa de investigadores da Universidade da Califórnia em San Diego descobriu que as mulheres mais preocupadas com o custo e os aspectos médicos da tecnologia da reprodução medicamente assistida têm menos probabilidades de ficar grávidas que as restantes que se preocupam menos. Os investigadores estudaram 151 mulheres que queriam submeter-se ao processo de fertilização in vitro (FIV) ou a outro tipo de reprodução assistida, chamado GIFT.  Segundo o estudo, numa primeira fase, as mulheres responderam a um questionário onde lhes era perguntado aspectos das suas preocupações relacionadas com os efeitos secundários do tratamento, assim como com a cirurgia, a anestesia, a dor, os gastos, os dias de ausência laboral e o parto. As mulheres que se preocuparam como os aspectos médicos do procedimento produziram cerca de 20 por cento menos de óvulos e uns 19 por cento menos de óvulos fecundados, em comparação com as mulheres que se preocuparam menos com estes assuntos, informaram os investigadores na revista Fertility and Sterility. As mulheres muito preocupadas com os dias de ausência laboral tiveram 30 por cento menos de óvulos fecundados, referiu a equipa liderada por Hillary Konoff-Cohen. E as que estavam muito preocupadas com o custo do tratamento de fertilização foram mais propensas ao aborto espontâneo. No estudo também foram considerados outros aspectos, tais como a idade, a raça, o tabagismo, o tipo de infertilidade que sofriam, as tentativas anteriores para engravidar e o número de filhos de algumas participantes.  «Apesar de ainda não estar clara a relação fisiológica entre as preocupações femininas e o resultado nos casos de reprodução assistida, sabemos que o stress produz vários factores sistémicos», disse Marian Damewood, presidente da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, que publica a revista. «As preocupações sobre o absentismo laboral e os medos relacionados com os procedimentos médicos da reprodução assistida são, definitivamente, indutores de stress. Quando as pacientes chegam aos centros de reprodução, já levam meses ou anos de diagnósticos, tratamentos e de dor emocional resultantes da sua infertilidade», explicou a especialista. Por isso, Damewood recomenda para que as clínicas de reprodução aumentem os esforços na diminuição do grau de stress das suas pacientes. Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet

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