Computador substitui microscópio na luta contra o cancro

Investigadores estudam cancro da mama

04 fevereiro 2002
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Cientistas do Instituto Ludwig de São Paulo, Brasil, identificaram genes relacionados com o cancro da mama substituindo o microscópio pelo computador.
 

 

O trabalho está a ser desenvolvido pelo holandês Maarten Leerkes, orientado pelo biólogo Sandro de Souza, do laboratório de biologia computacional do Instituto e coordenador de bioinformática no projecto genoma humano do cancro.
 

 

Os investigadores desenvolveram um método computacional para analisar genes possivelmente relacionados com tumores, trabalho que até agora vinha sendo feito a partir da análise do tecido canceroso ao microscópio.
 

 

O método tradicional é demorado e dispendioso, pelo que a metodologia de recurso ao computador deverá poupar anos de investigação aos cientistas que trabalham nesta área, afirma Souza.
 

 

Cancro da mama
 

 

Os investigadores utilizaram dados públicos sobre o genoma humano e segmentos de DNA de pacientes que desenvolveram cancro da mama.
 

 

"A ideia era obter um padrão electrónico para identificar genes relacionados com o cancro da mama", referiu Sandro de Souza.
 

 

Os dados relativos às sequências genéticas foram vasculhados pelo computador à procura de segmentos de DNA ligados ao cancro da mama.
 

 

Os cientistas envolvidos notam a propósito a velocidade com que um tal método permite obter resultados.
 

 

Pelo método do microscópio, um investigador chega a trabalhar quatro anos para identificar e analisar um gene eventualmente ligado a um tumor.
 

 

O processo informático permite obter em simultâneo 500 genes candidatos.
 

 

Os cientistas admitem que precisam depois de testar os genes em causa para avaliar o que se passa num tumor real, mas o que é facto é que de 154 genes sinalizados pelo computador, 28 já haviam sido referenciados como tendo relação com o cancro da mama por outros investigadores.
 

 

Outros 11 genes denunciados pelo computador e posteriormente testados pelo processo tradicional mostraram mais nove positivos, incluindo alguns que ainda não haviam sido relacionados com o cancro da mama.
 

 

Fonte: Lusa
 

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