Comprar na Internet é inseguro e põe em risco a saúde

Alerta do Infarmed

03 outubro 2004
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A oferta de medicamentos mais baratos do que na farmácia prolifera na Internet, num negócio difícil de fiscalizar e que põe em risco a saúde porque a qualidade destes fármacos não tem garantia.Aranda da Silva, bastonário da Ordem dos Farmacêuticos (OF), alerta que o principal problema de quem pretende contornar a legislação nacional - segundo a qual só na farmácia se podem adquirir medicamentos -, é arriscar-se a um tratamento de choque: «muitas das substâncias são contrafeitas», pelo que o doente dificilmente saberá se recebe o que encomendou.Os e-mails dos portugueses são diariamente «bombardeados» com aliciantes ofertas de medicamentos de sites estrangeiros, vendidos a preços mais baixos do que nas farmácias e sem necessidade de receita médica.Embora o departamento de farmacovilância do Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed) não tenha conhecimento de notificações de reacções adversas que resultem da utilização de medicamentos adquiridos através da Internet, adverte que esta compra «apresenta riscos, porque não possibilita aos utentes o acesso a medicamentos sujeitos a controlos rigorosos».Segundo a autoridade nacional para os medicamentos, a sua intervenção relativamente à Internet incide sobretudo na verificação da publicidade, mas o Infarmed apenas pode exercer a sua actividade fiscalizadora em relação a sites portugueses.Neste âmbito, foram detectados até ao momento «dois ou três casos», mas que o Infarmed desvaloriza alegando que «a venda nem chegou sequer a ser activada».A venda de medicamentos através da Internet também não suscitou até agora qualquer intervenção da Polícia Judiciária, nem o Instituto do Consumidor recebeu alguma vez reclamações relacionadas com fármacos adquiridos por esta via.A entrada de medicamentos no país por via postal exige, segundo a Direcção-Geral das Alfândegas e Impostos Especiais sobre o Consumo (DGAIEC), a apresentação obrigatória de uma receita médica (assinada pelo médico) para que o produto possa ser levantado junto das autoridades aduaneiras.Porém, «dado que existe uma grande variedade de produtos desta natureza comercializados através das encomendas postais, não é possível, de momento, disponibilizar dados estatísticos relativos à sua importação», adianta a DGAIEC.Fonte: Lusa

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