Compostos presentes no chá e café poderão proteger contra a diabetes

Estudo publicado no “Journal of Nutrition”

22 janeiro 2014
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A ingestão de elevados níveis de flavonóides, incluindo antocianinas e outros compostos presentes nomeadamente no chá, chocolate e bagas, poderá proteger contra o desenvolvimento da diabetes tipo 2, defende um estudo publicado no “Journal of Nutrition”.
 

Neste estudo os investigadores da Universiadde de East Anglia e do King's College London, no Reino Unido, decidiram avaliar os potenciais benefícios do consumo de determinados grupos de flavonóides. O estudo focou-se especificamente nas flavonas, as quais podem ser encontradas na salsa, tomilho e aipos, e nas antocianinas, presentes nas bagas, uvas vermelhas, vinho, vegetais e frutas de cor azul ou vermelha.
 

Os investigadores, liderados por Aedin Cassidy, contaram com a participação de 200 mulheres saudáveis, as quais foram convidadas a preencher um questionário alimentar.
 

Os investigadores verificaram que as participantes que ingeriam maiores quantidades de antocianina e flavonas apresentavam uma menor resistência à insulina. “Uma elevada resistência à insulina está associada à diabetes, o que estamos a verificar é que as pessoas que consomem alimentos ricos nestes dois compostos têm um menor risco de desenvolver diabetes”, referiu Aedin Cassidy.
 

Os investigadores também constataram que as participantes que ingeriram as quantidades mais elevadas de antocianinas eram aquelas com o menor risco de ter inflamação crónica, um processo que está associado à diabetes, obesidade, doença cardiovascular e cancro. Foi ainda observado que as mulheres que comiam as quantidades mais elevadas de alimentos com flavonas apresentavam níveis elevados de uma proteína, a adiponectina, que ajuda a regular vários processos metabólicos incluindo os níveis de glucose.
 

“Estes resultados são entusiasmantes e mostram, que alguns dos compostos presentes em alimentos considerados pouco saudáveis, como o chocolate ou vinho, podem conter algumas substâncias benéficas. Se formos capazes de identificar e isolar estas substâncias poderemos potencialmente melhorar a saúde alimentar”, conclui um outro autor do estudo, Tim Spector.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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