Composto que pode desacelerar envelhecimento: nova função

Estudo publicado na revista “Aging Cell”

10 abril 2017
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Uma equipa de investigadores descobriu que o composto rapamicina poderá ajudar a reparar danos neurológicos, como a doença de Alzheimer.
 
Num estudo conduzido por uma equipa da Universidade do Estado de Orégão, EUA, foi descoberto assim um novo mecanismo de ação para a rapamicina, que poderá ajudar a impedir danos neurológicos e algumas doenças relacionadas.
 
“O valor da rapamicina está claramente associado ao universo da senescência celular, uma fase que as células atingem em que envelhecem, param de proliferar e começam a segregar substâncias nocivas que provocam a inflamação”, explicou Viviana Perez, professora assistente no Departamento de Bioquímica e Biofísica na Faculdade de Ciências daquela universidade. “A rapamicina ajudar a parar esse processo”, acrescentou. 
 
Segundo os investigadores, a secreção de compostos nocivos cria um ambiente tóxico conhecido como fenótipo secretor associado à senescência (SASP nas suas siglas em inglês). Isto parece alterar o microambiente celular, afetando a normal função das células adjacentes, levando ao envelhecimento.
 
Segundo Viviana Perez, “o aumento na senescência celular associada ao envelhecimento e a inflamação associada, pode ajudar a constituir a base para várias doenças degenerativas, incluindo o cancro, a doença cardíaca, diabetes e doenças neurológicas, como a demência ou a Alzheimer”. 
 
“Em animais de laboratório, se retirarmos as células senescentes, estes vivem mais e tem menos doenças. E a rapamicina exerce efeitos semelhantes”, continuou. O novo estudo demonstrou que este composto afeta diretamente os níveis de SASP de uma forma que poderia ter impacto sobre os neurónios e outros tipos de células. 
 
A rapamicina é um composto natural descoberto no solo da Ilha da Páscoa. Este composto tem sido estudado de forma exaustiva pois consegue reproduzir os efeitos da restrição de alimentos, que em alguns animais prolonga a longevidade.
 
O composto foi administrado em ratinhos de laboratório. Como resultado, os roedores demonstraram uma melhor forma física, menos declínio na atividade provocado pela idade, uma melhor saúde cardiovascular, menos cancro, melhor cognição e maior longevidade.
 
No entanto, o uso da rapamicina poderá fazer aumentar a resistência à insulina nos humanos e aumentar o risco de diabetes, sendo que se torna necessário arranjar forma de lidar com este problema.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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