Composto no chá verde poderá tratar cancro

Estudo publicado na revista “Nanomedicine”

28 agosto 2012
  |  Partilhar:

Cientistas da University of Strathclyde e da University of Glasgow, Glasgow, Escócia, descobriram que um composto extraído do chá verde poderá atuar como uma arma no combate contra o cancro.

 

Denominado galato de epigalocatequina (EGCG), o extrato é conhecido pelas suas propriedades anticancerígenas mas até à data, não conseguia atingir os tumores se fosse administrado de forma intravenosa convencional.

 

No entanto, os investigadores conseguiram, em testes de laboratório, administrar, de forma intravenosa, o EGCG de uma forma que permitisse que o composto atuasse especificamente sobre os tumores. O tratamento foi efetuado sobre dois tipos de cancro da pele.

 

Os investigadores encapsularam o extrato de chá verde em vesículas, as quais continham também transferrina, que é uma proteína do plasma sanguíneo, responsável pelo transporte de ferro no sangue. Os recetores de transferrina encontram-se em quantidades abundantes em muitos cancros.

 

Os resultados dos testes demonstraram que quase dois terços dos tumores que receberam o composto diminuíram ou desapareceram no espaço de um mês, sendo que o tratamento não causou qualquer efeito secundário, nem afetou os tecidos normais. Em 40 por cento de ambos os tipos de cancro os tumores desapareceram, e em 30 por cento de um e 20 por cento do outro tipo diminuíram. Em 10 por cento de um dos tipos de cancro os tumores estabilizaram.

 

A Dra. Christine Dufès, docente no Strathclyde Institute of Pharmacy and Biomedical Sciences e líder da equipa responsável por esta descoberta, afirmou que “estes resultados são muito encorajadores e esperamos que possam abrir caminho para novos e eficientes tratamentos para o cancro. Ao utilizarmos o nosso método, o extrato de chá verde reduziu o tamanho de muitos tumores dia após dia, tendo-os feito desaparecer em muitos dos casos. Para contrastar, o extrato não exerceu qualquer efeito quando administrado por outros meios, já que todos os tumores continuaram a aumentar”.

 

A cientista conclui que “este estudo poderá abrir caminho para novos tratamentos para o que continua a ser uma das doenças mais mortíferas em muitos países”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Classificações: 2Média: 5
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.