Composto experimental aumenta níveis de endocanabinoides

Estudo publicado na “Nature”

14 dezembro 2007
  |  Partilhar:

 

O cérebro produz substâncias com efeitos semelhantes aos da “cannabis” que, sendo potenciadas, podem abrir novas vias de tratamento da doença de Parkinson, segundo investigações divulgadas na revista “Nature”.
 

 

Cientistas norte-americanos combinaram um fármaco já usado para tratar aquela doença neurodegenerativa com um composto experimental que aumenta os níveis dos chamados endocanabinoides do cérebro.
 

 

Depois de administrado este cocktail a ratinhos afectados por uma perturbação semelhante à que sofrem as pessoas com doença de Parkinson, os sintomas pareceram desaparecer: os animais deixaram de estar rígidos e imóveis e começaram a mover-se livremente.
 

 

O estudo centrou-se primeiro numa região do cérebro conhecida como estriato, a que tem sido associada a doença de Parkinson, a Depressão, a adição e as perturbações de tipo obsessivo-compulsivo. A actividade dos neurónios no estriato depende da dopamina (um neurotransmissor). A escassez de dopamina no estriato pode levar à doença de Parkinson e produzir os seus sintomas típicos, como rigidez muscular, tremuras ou, em casos extremos, perda total de movimentos.
 

 

Este exame do estriato revelou a existência de dois tipos de circuitos cerebrais: um deles activa os movimentos e o outro restringe os não desejados. A dopamina parece modular o circuito de forma oposta: quando se elimina essa substância, o circuito responsável de inibir o movimento torna-se super activo. O composto sintético "quinpirole", que imita os efeitos da dopamina, demonstrou que interferia nesse circuito e produzia uma certa melhoria nos ratinhos.
 

 

No entanto, ao juntar-lhe outro fármaco experimental, chamado URB597, que atrasa a dissolução dos endocanabinoides no cérebro, obtiveram-se resultados "surpreendentes", afirmou Anatol Kreitzer, investigador do estudo da Stanford University da Califórnia. "A dopamina por si só surtiu algum efeito, embora minúsculo, e a substância que ataca a enzima que degrada os endocanabinoides também quase não teve efeitos ao ser administrada independentemente. Mas quando as juntámos, os animais melhoraram substancialmente", concluiu o investigador.
 

 

Fontes: Lusa e Imprensa Internacional
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.