Composto do vinho tinto promissor contra envelhecimento neuronal?

Estudo publicado na revista “The Journals of Gerontology”

10 março 2017
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Uma equipa de investigadores descobriu que um composto presente no vinho tinto e outros frutos, o resveratrol, oferece o mesmo benefício neuroprotetor que uma dieta de poucas calorias e exercício físico.
 
Num estudo conduzido pelo Instituto de Investigação Virginia Tech Carilion, EUA, os investigadores descobriram ainda que a metformina, um fármaco normalmente prescrito para tratar a diabetes de tipo 2 oferece, igualmente, os mesmos benefícios neuroprotetores.
 
Os investigadores demonstraram que o resveratrol preserva as fibras musculares à medida que envelhecemos e ajuda a proteger as ligações entre os neurónios, denominadas sinapses, contra os efeitos negativos do envelhecimento.
 
“Todos nós ficamos mais lentos à medida que vamos envelhecendo”, adianta Gregorio Valdez, professor assistente daquela instituição. “A marcha, problemas de equilíbrio e a coordenação motora limitada contribuem para problemas de saúde, acidentes, falta de mobilidade e uma menor qualidade de vida (…). Acredito que estamos perto de desvendar os mecanismos que fazem diminuir a degeneração dos circuitos neuronais causados pela idade”, continua.
 
Para o estudo, a equipa tratou ratinhos idosos (com dois anos de idade) com resveratrol durante um ano, analisando as sinapses essenciais para o movimento voluntário, denominadas junções neuromusculares. Estas sinapses veiculam os comandos motores dos neurónios na coluna vertebral para os músculos.
 
Foi demonstrado que o resveratrol exerce o mesmo efeito benéfico sobre as sinapses de junção neuromuscular que o exercício físico e uma dieta saudável. 
 
Adicionalmente, foi descoberto que a metformina, um fármaco usado no tratamento da diabetes de tipo 2, fez desacelerar o índice de envelhecimento da fibra muscular. No entanto este fármaco não demonstrou um efeito significativo sobre o envelhecimento das junções neuromusculares. Segundo Gregorio Valdez, este fármaco poderá, todavia, proteger as sinapses com dosagens diferentes.
 
O investigador ressalva que apesar dos efeitos neuroprotetores do resveratrol verificados em ratinhos, não devemos beber doses copiosas de vinho pois a quantidade de resveratrol nessa bebida é reduzida.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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