Composto do vinho tinto não beneficia mulheres saudáveis

Estudo publicado na “Cell Metabolism”

30 outubro 2012
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Um conhecido polifenol presente no vinho tinto, o resveratrol, tem sido associado à diminuição do risco de doença cardíaca, aumento da sensibilidade à insulina e longevidade. Contudo, o estudo publicado recentemente na “Cell Metabolism” refere que estes efeitos não ocorrem nas mulheres saudáveis.
 

Para o estudo os investigadores da Washington University School of Medicine, nos EUA, contaram com a participação de 29 mulheres que não tinham diabetes tipo 2, já tinham ultrapassado a menopausa e de um modo geral eram saudáveis. Metade das participantes tomou um suplemento com resveratrol e a outra, um placebo.
 

Os investigadores constataram que os suplementos de resveratrol não apresentaram benefícios metabólicos para as mulheres saudáveis de meia-idade. Tendo em conta que os estudos anteriores tinham indicado que o consumo de vinho tinto poderia diminuir o risco de desenvolvimento de algumas doenças, estes resultados agora encontrados foram um pouco surpreendentes.
 

Na verdade, um dos estudos apurou que determinados compostos do vinho tinto poderiam aumentar a longevidade dos seus consumidores. Por outro lado, um outro estudo indicou que o vinho tinto poderia diminuir o risco de desenvolvimento de cancro da mama.
 

O líder do presente estudo, Samuel Klein, referiu no entanto que, os participantes incluídos nos estudos anteriores eram idosos com problemas na tolerância à glucose, diabetes ou pacientes obesos com um maior número de problemas metabólicos que as mulheres que integraram o atual estudo.
 

O investigador explica que a razão para esta discrepância de resultados pode estar relacionada com o facto de o resveratrol apresentar benefícios apenas para os indivíduos com distúrbios metabólicos.
 

Os autores do estudo referem ainda que deve existir então outro componente do vinho tinto que justifique a diminuição do risco de desenvolvimento de doença cardíaca e diabetes observado em estudos anteriores, com indivíduos saudáveis.
 

Samuel Klein conclui que “foi impossível detetar o efeito metabólico do resveratrol na população do nosso estudo, mas isto não põe de parte a possibilidade de este polifenol ter um efeito sinergístico quando combinado com outros componentes presentes no vinho tinto”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A. 

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