Composto do vinho tinto diminui doenças que acompanham envelhecimento

Estudo publicado na revista “Molecular Nutrition and Food Research”

29 junho 2011
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O composto de polifenol, conhecido como resveratrol, presente no vinho tinto, nas uvas e noutras frutas não pode impedir o envelhecimento, mas pode torná-lo mais tolerável, sugere um estudo da University of Florida, EUA, publicado na revista “Molecular Nutrition and Food Research”.

 

"Estamos todos à procura de uma cura anti-envelhecimento em comprimido, mas ela não existe. O que existe (o resveratrol) mostra-se promissor para diminuir muitos dos sofrimentos e doenças provocadas pelo envelhecimento", disse, em comunicado de imprensa, a líder da investigação, Heather Hausenblas.

 

Numa ampla revisão de ensaios clínicos sobre o resveratrol, os investigadores referem que este composto tem "propriedades anti-envelhecimento, anti-cancerígenas, anti-inflamatórias e antioxidantes". Contudo reforçam serem necessários mais estudos que confirmem os benefícios.

 

Na investigação foram analisados os resultados de milhares de estudos de laboratório feitos com enzimas, células cultivadas e modelos animais. A revisão teve como objectivo estudar o estado actual do conhecimento sobre os efeitos do resveratrol e usar essa informação para guiar futuros testes clínicos em humanos.


Apesar de numerosos estudos clínicos sobre os efeitos do resveratrol em animais, ainda não se sabe exactamente como funciona. Factores relacionados como o metabolismo, interacção química entre as moléculas, genética, exercício, idade, dosagem, e muitos outros, desempenham um papel importante.


Entre os aspectos mais intrigantes do resveratrol encontra-se o mecanismo de funcionamento como antioxidante. A oxidação é um processo químico natural dos tecidos vivos que resulta numa transferência de electrões. Quando isso acontece, são formados grupos de átomos chamados "radicais livres" que podem causar danos às células, o que, por sua vez, fornece um caminho para o aparecimento de doenças. Os antioxidantes, no entanto, suprimem os radicais livres. "Não é assim tão fácil afirmar que o resveratrol seja o principal factor. É uma peça do puzzle que reduz os radicais livres", disse Hausenblas.


O estudo também revela que a contribuição do resveratrol para a boa saúde parece ser generalizada. Vários ensaios clínicos, por exemplo, indicam que este polifenol impede o crescimento de alguns tipos de cancro em ratinhos, inibe as enzimas que causam inflamação, diminui o tamanho de tumores e aumenta o fluxo sanguíneo, reduzindo assim as doenças cardiovasculares. Em muitos casos, também aumenta a esperança de vida de animais obesos. Algumas provas científicas também mostram que o resveratrol poderia um dia ser usado para ajudar a regular a sensibilidade à insulina em diabéticos.


A equipa de cientistas acredita que a pesquisa que explora o potencial do resveratrol para aliviar doenças humanas tornar-se-á cada vez mais importante com o aumento do envelhecimento populacional. Um estudo que está a ser realizado por cientistas da University of Florida e da Institute on Aging avalia se o resveratrol pode ter efeito sobre as capacidades físicas e cognitivas das pessoas mais idosas.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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Comentários 1 Comentar

resveratrol

em 2003 Sinclair publica que o resveratrol ativa o SIRT1, quase uma decada depois ainda não temos dados a respeito do uso de resveratrol recomendado em humanos?
Quem tiver conhecimento de algum estudo clinico que defina melhor dose em humanos, por favor divulgue.

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