Composto do agrião interfere no desenvolvimento do cancro da mama

Estudo da University of Southampton

21 setembro 2010
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Um composto vegetal presente no agrião pode ter a capacidade de anular o desenvolvimento das células cancerígenas da mama, revela um estudo da University of Southampton, no Reino Unido.

 

Em comunicado de imprensa da própria universidade, é referido que o composto descoberto pela equipa liderada por Graham Packham tem a capacidade de interferir na função de uma proteína, envolvida no desenvolvimento do tumor. Assim que começam a crescer, os tumores precisam de mais sangue para alimentarem o tecido. Para tal, os tumores enviam sinais e os tecidos saudáveis circundantes respondem com a criação de novos vasos sanguíneos para abastecer o cancro com oxigénio e nutrientes.

 


Ao longo do desenvolvimento dos tumores há necessidade de maior fluxo sanguíneo. Para tal, os tumores enviam estímulos para que haja um maior desenvolvimento de novos vasos sanguíneos nos tecidos saudáveis, que permitem um maior aporte de oxigénio e nutriente às células tumorais.

 


Mas o composto vegetal presente no agrião, denominado isotiocianato feniletil, consegue bloquear esse processo, ao desligar a função de uma proteína chamada “factor induzido pela hipóxia” (HIF).

 


Para chegarem a esta conclusão, os cientistas analisaram um grupo de mulheres que tinham sofrido de cancro da mama. No âmbito da experiência, as voluntárias foram submetidas a um jejum, antes de lhes serem dados 80 gramas de agrião. Depois, durante as 24 horas seguintes, os investigadores recolheram uma série de amostras de sangue.

 


Os investigadores verificaram, então, níveis significativos dos compostos da planta no sangue das participantes. Mas, mais importante ainda, foi o facto de terem observado que a função da proteína HIF também afectava significativamente as células do sangue.

 


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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