Composto de vinho tinto prolonga de facto a longevidade

Estudo publicado na “Science”

13 março 2013
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Investigadores americanos concluem definitivamente que um dos compostos presentes no vinho tinto, o resveratrol, atua numa proteína que promove a saúde e longevidade, refere um estudo publicado na revista “Science”.
 

Durante a última década, a comunidade científica tem-se focado no estudo de um grupo de proteínas, as sirtuínas, que desempenham um papel importante na proteção de vários organismos, incluindo os mamíferos, contra as doenças associadas ao envelhecimento.
 

Em 2006, os investigadores liderados por David Sinclair, da Harvard Medical School, nos EUA, mostraram que o composto presente na casca das uvas, nos amendoins e nos frutos vermelhos, era capaz de prolongar a vida de ratinhos. De acordo com os investigadores, este efeito benéfico do resveratrol era resultante do aumento da atividade de uma sirtuína específica, a SIRT1.
 

Apesar de este e outros grupos de investigadores defenderem que havia uma associação direta entre o resveratrol e a SIRT1, outros argumentaram que este efeito só ocorria porque nas experiências in vitro realizadas se tinha utilizado um composto sintético que não está presente naturalmente nas células ou na natureza. Em 2010, foi publicado um estudo que defendia que de facto a ativação da SIRT1 pelo resveratrol era um artefacto experimental.
 

Na consequência destes resultados discrepantes, os investigadores começaram a debater qual a via realmente afetada pelo resveratrol. Neste novo estudo, levado a cabo pela mesma equipa liderada por David Sinclair, os investigadores mostraram definitivamente que o resveratrol ativava a SIRT1 na presença de moléculas produzidas pelas células. “Descobrimos uma assinatura da ativação que se encontra de facto nas células e que não necessita de qualquer composto sintético", revelou, em comunicado de imprensa, o coautor do estudo, Basil Hubbard.
 

Os investigadores também identificaram o modo de ativação  da SIRT1 pelo resveratrol . Após terem testado 2.000 mutações do gene SIRT1, identificaram um mutação que bloqueava completamente o efeito do resveratrol. Através destas experiências os investigadores concluíram que "não existe outra opção senão concluir que o resveratrol ativa diretamente a SIRT1 nas células", disse David Sinclair.
 

Os investigadores acreditam que o mecanismo de ação do resveratrol envolve a hiperativação da SIRT1. “Agora que sabemos o local específico na SIRT1 onde o resveratrol atua, podemos desenvolver moléculas mais eficazes capazes de despoletar os efeitos do resveratrol”, concluem os investigadores.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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