Estudo publicado na revista “Cell Metabolism"
Na busca de compostos que possam evitar a perda muscular que acompanha a doença e o envelhecimento, investigadores da Universidade de Iowa, EUA, identificaram uma substância na casca da maçã que tem capacidade para ser desenvolvida num fármaco. O estudo foi publicado na revista “Cell Metabolism".
"A perda muscular acompanha frequentemente a doença e o envelhecimento e atrasa a recuperação, prolongando a hospitalização. Esta questão ainda não está bem entendida e ainda não existe medicação", disse, em comunicado de imprensa, o líder da investigação, Christopher Adams.
Na investigação, os cientistas analisaram, em primeiro lugar, o que acontece com a actividade genética nos músculos em condições que promovam o enfraquecimento. Os estudos verificaram que 63 genes mudavam em resposta ao jejum (fome), tanto em pessoas, como em ratinhos, e outros 29 genes mudavam a sua expressão nos músculos quando os indivíduos estavam em jejum (com fome) e naqueles que apresentavam lesões na espinal medula. Comparando as assinaturas da expressão genética das células tratadas com mais de 1.300 pequenas moléculas bioactivas, os cientistas verificaram que o ácido ursólico possuía efeitos que contrariavam a atrofia muscular.
Numa segunda fase da investigação, os cientistas administraram, durante algumas semanas, ácido ursólico aos ratinhos, verificando que os roedores aumentaram, em tamanho e força, os seus músculos. De igual modo, também foi verificado nas cobaias que o ácido ursólico reduziu os níveis de açúcar e de gordura no sangue, triglicéridos e colesterol. Os resultados sugerem que o composto poderá vir a ser utilizado para tratar a perda muscular e, possivelmente, distúrbios metabólicos como diabetes.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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