Comportamento sexual associado a cancro da próstata

Homens com mais de 11 parceiras sexuais ao longo da vida correm risco de desenvolver a doença, sugere novo estudo

27 junho 2001
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O número de parceiras sexuais pode influir no desenvolvimento do cancro da próstata, segundo a conclusão de um estudo elaborado por cientistas norte-americanos e publicado no American Journal of Epidemiology.
 

 

 

Esta nova descoberta tem como suporte a teoria de que esse tipo de cancro pode ser desencadeado por um agente infeccioso, uma vez que homens com várias parcerias sexuais tendem a ter uma maior de exposição a infecções.
 

 

 

Alguns estudos anteriores já tinham demostrado a ligação entre certas doenças sexualmente transmissíveis, particularmente a gonorreia, com o cancro da próstata. Ao invés, outros associaram o cancro da próstata ao papilomavírus, que causa verrugas genitais e é o principal agente do cancro do colo de útero.
 

 

 

Mas, na verdade, muitas outras investigações não descobriram nenhuma ligação entre doenças sexualmente transmissíveis e cancro da próstata.
 

 

 

No novo trabalho, a equipa liderada Karin A. Rosenblatt, da Universidade de Illinois examinou 753 homens com cancro da próstata e comparou-os com 703 pessoas, da mesma idade, mas que não tinham a doença. Todos com idades compreendidas entre 40 e 64 anos. Os homens que tinham tido gonorreia apresentaram um risco ligeiramente maior de cancro da próstata, embora outros tipos de doenças sexualmente transmissíveis não pareçam aumentar significativamente o risco.
 

 

 

Mas o número de parceiras parece influir no desenvolvimento da doença. Ter duas ou mais namoradas durante a adolescência, aos 20 anos, 40 e entre os 50 a 64 anos – ou seja 11 ou mais -- aumenta o risco de cancro da próstata entre os homens, em relação ao grupo que praticou sexo com apenas uma mulher em cada um desses períodos citados, apontaram os investigadores.
 

 

 

Além disso, os homens que tiveram 30 ou mais parcerias sexuais ao logo da vida apresentaram um risco maior deste tipo de cancro e mais agressivo.
 

 

 

Ao contrário de outros estudos recentes, este trabalho não apresentou nenhuma relação entre a precocidade da primeira relação sexual e um maior risco de cancro da próstata.
 

 

 

Mesmo assim, o estudo não conseguiu provar a relação entre o número de parceiros sexuais e este tipo de cancro. E, segundo os investigadores, são necessários mais estudos para estabelecer alguma relação, além de encontrar a explicação para esta causa - efeito.
 

Adaptado por: Paula Pedro Martins
 

 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

 

 

Fonte: Reuters
 

 

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