Complicações da diabetes associadas a risco de demência

Estudo publicado no “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”

15 julho 2015
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Os indivíduos com diabetes e com elevadas taxas de complicações são mais suscetíveis de desenvolver demência à medida que envelhecem, comparativamente com aqueles que têm poucas complicações resultantes desta doença, defende um estudo publicado no “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”.
 

A diabetes desenvolve-se quando o pâncreas não produz quantidades suficientes de insulina ou quando o organismo não consegue utilizar esta hormona adequadamente para produzir açúcar. Quando os níveis de açúcar se mantêm elevados devido à falta de controlo da diabetes, podem desenvolver-se complicações graves, como cegueira, falha renal e diminuição do fluxo sanguíneo nos membros, podendo inclusivamente conduzir à amputação.
 

Para o estudo da Universidade Católica de Fu Jen, na Tailândia, os cientistas contaram com a participação de 431.178 indivíduos com mais de 50 anos que tinham sido diagnosticados recentemente com diabetes. Os registos clínicos dos pacientes foram analisados para determinar quantos indivíduos tinham sido admitidos no hospital ou quantos tiveram pelo menos três consultas médicas para a demência após terem sido diagnosticados com diabetes.
 

De forma a avaliar a progressão da diabetes de cada paciente foi utilizada uma versão adaptada do índice de gravidade de complicações da diabetes, uma ferramenta capaz de prever as mortes e hospitalizações entre os indivíduos com diabetes.
 

O estudo apurou que 26.856 indivíduos (6,2%) foram diagnosticados com demência. O risco de desenvolver demência foi maior nos indivíduos que obtiveram pontuações mais altas no índice de gravidade de complicações da diabetes, comparativamente com aqueles com pontuações mais baixas.
 

“O estudo demonstra por que motivo é importante que os indivíduos com diabetes trabalhem de perto com os médicos para controlar os seus níveis de açúcar. O controlo da doença pode ajudar a prevenir o início da demência anos mais tarde”, conclui um dos autores do estudo, Wei-Che Chiu.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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