Complexo de vitamina B pode atrasar progressão da demência

Estudo publicado na “PLoS One”

12 setembro 2010
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A toma de doses elevadas de vitamina B pode reduzir para metade o ritmo de atrofia cerebral , patente nas fases iniciais de demência, aponta um estudo publicado na revista “PLoS One” (Public Library of Science One) e difundido pela BBC.

 

A atrofia do cérebro é um dos sintomas de défice cognitivo ligeiro que pode ser um dos indicadores iniciais de demência.

 

Neste estudo, investigadores da University of Oxford, na Grã-Bretanha, avaliaram 168 pacientes que sofriam de défice cognitivo ligeiro. Metade dos voluntários recebeu um comprimido diário que continha níveis acima da dose diária recomendada de ácido fólico, vitamina B6 e B12. A outra metade do grupo recebeu um placebo. Os investigadores analisaram o ritmo de atrofia do cérebro dos pacientes antes do início do estudo e dois anos após o mesmo.

 

O cérebro de uma pessoa com mais de 60 anos atrofia, em média, a um ritmo de 0,5% ao ano. Contudo, o cérebro das pessoas que sofrem de défice cognitivo ligeiro atrofia a um ritmo duas vezes mais rápido, sendo que nos pacientes com Alzheimer, este ritmo chega a 2,5% ao ano.

 

Na investigação, os cientistas verificaram que, em média, a atrofia do cérebro dos pacientes que tomaram o complexo vitamínico ocorreu a um ritmo 30% mais lento. Em alguns casos, este ritmo chegou a ser inferior em 50%, um ritmo comparado pelos cientistas com o registado por uma pessoa sem qualquer problema cognitivo.

 

Algumas vitaminas B - ácido fólico, vitamina B6 e B12 - controlam os níveis da substância conhecida com homocisteína no sangue. Os níveis elevados de homocisteína são associados a uma atrofia mais rápida do cérebro e ao desenvolvimento e agravamento da demência.

 

Segundo o autor do estudo, David Smith, os resultados foram mais significativos do que o esperado. Contudo, citado pela BBC, o cientista reforça a necessidade de serem realizados mais estudos sobre o assunto e adverte a população em geral para não tomar doses mais elevadas do que as actualmente recomendadas, dado poderem implicar riscos para a saúde. 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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