Comparticipação dos fármacos para deixar de fumar está a ser avaliada

Medicamentos custam em média 100 euros por mês

01 junho 2012
  |  Partilhar:

A comparticipação dos fármacos para deixar de fumar está a ser estudada pelo Ministério da Saúde, pois trata-se de um fator importante” para ajudar os fumadores a deixar o vício.

 

“É uma ideia que está muito claramente na nossa mente. Tem de ser avaliado e parece-nos uma ideia muito positiva porque nos parece que seria um fator muito importante no sentido de ajudar as pessoas a deixar de fumar, o que para nós é prioritário”, revelou à agência Lusa o secretário de estado adjunto e da saúde, Fernando Leal da Costa.

 

Os medicamentos para deixar de fumar custam em média 100 euros por mês e, nas consultas de desabituação, os profissionais de saúde ouvem relatos de pessoas que acabam por desistir do tratamento por dificuldades financeiras.

 

“Um paciente meu disse-me que não comprou os fármacos porque teve de optar entre uma vacina para a neta e os fármacos. Acabou por optar pela vacina”, disse à agência Lusa a responsável pela consulta de cessação tabágica do serviço de pneumologia do Centro Hospitalar Gaia/Espinho, Ivone Rebelo.

 

Para a especialista e ex-coordenadora da Comissão de Tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, a não comparticipação daqueles fármacos pode comprometer o sucesso dos programas.

O presidente da Confederação Portuguesa da Prevenção do Tabagismo (CPPT), Luís Rebelo, referiu também que a inexistência de consultas de cessação tabágica em várias zonas do país é outro dos problemas. Temos muita gente em situação de desigualdade, porque não têm acesso às consultas”, lamentou Luís Rebelo.

 

Uma informação corroborada por Ivone Pascoal, que confirmou o encerramento, no norte do país, de algumas consultas de apoio aos fumadores daquela região.

 

Em declarações à Lusa, Leal da Costa garantiu que é objetivo do ministério reforçar as consultas de desabituação tabágica, envolvendo também o Ministério da Educação.

 

“Não basta ter as consultas para desabituação, que vamos reavaliar e tentar estender o máximo possível. O fundamental é fazer um grande trabalho com os médicos de clínica geral e familiar para que eles sejam os primeiros motores de desincentivação do consumo de tabaco quer numa lógica de prevenção da doença quer numa lógica de saúde”, defendeu o secretário de estado.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.