Comparticipação de medicamentos para deixar de fumar em estudo

Ministério da Saúde quer criar condições para se deixar de fumar

03 janeiro 2013
  |  Partilhar:

O Ministério da Saúde está a estudar a comparticipação dos medicamentos para ajudar a deixar de fumar. O Governo pretende ainda avançar com uma alteração à lei do tabaco, que está em vigor há quase cinco anos, e impedir a criação de espaços de fumo nos novos restaurantes e cafés, informa a agência Lusa.

 

O secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Leal da Costa, considera necessário “criar condições” para que os fumadores que pretendem deixar de fumar sejam bem-sucedidos.

 

Uma embalagem de medicamentos para ajudar a deixar de fumar, para um mês de tratamento, custa mais de 40 euros. A Autoridade dos Medicamentos (Infarmed) e a Direção Geral da Saúde estão, por isso, a analisar o potencial terapêutico dos vários medicamentos para cessação tabágica, que pode justificar, ou não, uma comparticipação estatal para a compra destes fármacos.

 

Em entrevista à agência Lusa, Leal da Costa afirmou que “o medicamento que possamos considerar passível de comparticipação terá de ter o seu preço revisto. Terá de haver um compromisso por parte do fabricante para uma necessidade de reajustamento do preço para que seja compatível para o erário público”.

 

O secretário de Estado considera que estes medicamentos são “desproporcionadamente caros para o resultado pretendido”, sendo que uma comparticipação estatal oferece um “caminho novo”, mas que deve ser estudado.

 

O Ministério da Saúde pretende ainda “criar e exponenciar” programas de ensino junto dos profissionais clínicos gerais para amplificar as consultas de cessação tabágica nos centros de saúde.

 

Segundo a nova legislação relativamente ao tabaco, os novos restaurantes ou cafés já passarão a estar proibidos de criar espaços para fumadores e, os que já existem, terão um período de oito anos para eliminarem essas zonas.

 

Este período de adaptação é justificado pelo secretário de Estado devido ao investimento que alguns estabelecimentos fizeram em equipamentos para cumprir a lei e poder ter zonas de fumadores.

 

Quanto ao preço do tabaco, Leal da Costa assume que este “não é suficientemente” dissuasor, mas reconhece que, sem um preço europeu uniforme, não pode haver uma diferença grande de custos entre os países para evitar o contrabando.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Classificações: 1 Média: 5
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.