Como proliferam as células cancerígenas perante a escassez de oxigénio?

Estudo publicado na “Nature”

28 novembro 2011
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Uma equipa de investigadores internacionais, da qual faz parte o português Paulo Gameiro, descobriu como se alimentam as células cancerígenas quando há escassez o oxigénio, dá conta um estudo publicado na “Nature”.
 
"Um dilema na biologia do cancro, e que motivou este estudo, era o de saber que mecanismos são escolhidos pelas células cancerígenas que lhes permitem responder à falta de nutrientes e continuar a proliferar, mesmo em condições de falta de oxigénio", revelou o investigador à agência Lusa.
 
Neste estudo, Paulo Gameiro da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, juntamente com investigadores de Massachusetts General Hospital - Cancer Center, em Boston, EUA e de outro laboratório de Cambridge, no Reino Unido constataram que a glutamina, em condições de baixo teor de oxigénio, era consumida através de uma via metabólica, passando a ser o nutriente principal para as células cancerígenas, substituindo a comum glucose.
 
O investigador explicou à agência Lusa que "esta descoberta revela-se importante para desenvolver terapias contra células cancerígenas que experienciem falta de oxigénio (tal como no interior do tumor) e que ainda assim crescem descontroladamente".
 
Paulo Gameiro participou neste estudo no âmbito de uma bolsa de doutoramento financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. O investigador revelou que esta publicação foi o resultado de dois anos e meio de investigação com culturas de células, que terá como próximo passo o aprofundamento das pesquisas in vivo, nos próprios tumores.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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