Como ocorre a doença de Parkinson?

Cientistas descobrem a causa da morte das células cerebrais

31 agosto 2004
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Um grupo de investigadores anunciou a descoberta da causa da morte de determinados neurónios em doentes de Parkinson, o que considera um primeiro passo para entender melhor a «segunda doença neurodegenerativa mais frequente», depois do Alzheimer.O grupo de investigadores do Einstein College of Medicine de Nova Iorque, dirigido pela espanhola Ana María Cuervo, descobriu a causa pela qual mutações numa proteína, a synucleina, que se acumula dentro das células nervosas dos doentes de Parkinson, contribuindo para a sua morte.Cuervo, professora de Anatomia e de Biologia Estrutural e Medicina, anunciou à agência de notícias espanhola (EFE) que a descoberta é um primeiro passo para «entender melhor, a nível molecular, esta grave doença».Os resultados do estudo demonstraram que a proteína alterada se acumula porque consegue bloquear os «sistemas de vigilância celular», os lisosomas, que normalmente se encarregam de eliminar qualquer componente anormal no interior das células e que, em condições normais, destruiriam este tipo de proteínas anómalas.Desta forma, a proteína alterada não só não é eliminada por estes sistemas, já que os consegue «iludir», como se deposita dentro da célula e bloqueia directamente os lisosomas, originando uma aglomeração, nas células cerebrais, de moléculas que normalmente deveriam ser destruídas e que acabam por matar os neurónios.Com esta investigação, a publicar no próximo número da revista «Science», obtém-se, segundo Cuervo, «uma ideia concreta da sucessão de acontecimentos» que conduzem à morte celular, e abre-se um novo caminho para o estudo do Parkinson, já que até agora se sabia que a doença conduzia à morte de neurónios, mas desconhecia-se o motivo.Segundo a cientista espanhola, surge agora a possibilidade de desenvolver tratamentos destinados a reactivar os «sistemas de vigilância celular» ou lisosomas, e prevenir assim que a proteína se acumule nestas células, trazendo efeitos mortais.Fonte: Lusa

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