Como manter a mente saudável ?

Recursos para viver mais tempo e em boa qualidade

03 maio 2005
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Viver mais e melhor tornou-se palavra de ordem nos tempos de hoje. E os cuidados para se viver mais tempo e em boa qualidade nunca foram tantos.
 

 

Para o corpo, existem mil e uma actividades. Já para o cérebro foi criada a neuróbica, ou «aeróbica para os neurónios» - um programa de exercícios cerebrais concebidos com base em estudos da neurociência – conjunto de disciplinas que estudam a fundo os mecanismos de funcionamento do sistema nervoso.
 

 

A neurociência revelou à humanidade que o cérebro, apesar do envelhecimento natural, pode manter a sua extraordinária capacidade de crescer e mudar o padrão das suas conexões.
 

 

A partir deste fundamento, os americanos Lawrence Katz e Manning Rubin publicaram em 2000 o livro «Mantenha o seu Cérebro Vivo», em que descrevem o método que pode ser incorporado na rotina diária para desenvolver e sustentar a agilidade mental.
 

 

Na obra, os autores descrevem os exercícios de neuróbica, elaborados para manter o cérebro em acção contínua ao proporcionar a criação de novos e diferentes padrões de actividades dos neurónios.
 

 

Desta forma, é possível tornar mais saudável o «comandante do corpo» durante toda a vida, especialmente a partir dos 40 anos.
 

 

Katz, neurobiólogo, e Rubin, publicitário, criaram um sistema que submete o cérebro a experiências fora da rotina, usando várias combinações dos sentidos – visão, olfacto, tacto, paladar e audição – além do «sentido» emocional.
 

 

A técnica estimula as acções cerebrais que desencadeiam a formação de novas ligações entre as diferentes áreas da «massa cinzenta» e conduz as células nervosas a produzir os nutrientes naturais do órgão: as neurotrofinas.
 

 

Os autores sintetizam numa única frase os benefícios da prática: «A neuróbica não lhe devolve um cérebro de 20 anos, mas pode ajudá-lo a aceder ao arquivo de memórias que um jovem desta idade não possui».
 

 

A junção dos neurónios é fundamental para retardar ao máximo a perda de cada um deles. Isolada, a célula nervosa morre o que leva ao processo de degeneração do cérebro. A velocidade com que isto ocorre é determinada por factores como idade, estímulos externos (aprendizagem) e genética (predisposição a doenças como Alzheimer e Parkinson).
 

 

Em 1997, dois investigadores dinamarqueses provaram que, dos 20 aos 90 anos, uma pessoa saudável perde 10 por cento dos seus cerca de 20 mil milhões de neurónios, que se formam nos seres humanos até os dois anos de idade.
 

 

Exercícios
 

 

A mnemónica – associação do que deve ser gravado na memória com dados já existentes nela – como o mais destacado exercício de neuróbica. E cita um exemplo. Para decorar um número de telefone – 3354-8860, escolhido aleatoriamente - veja as dicas: 33 era a idade de Cristo quando morreu; 54, o ano da sua mãe; 88, a idade do avô ou da avó; e 60, o número da porta de casa.
 

 

Um outro bom treino para os «músculos» do cérebro é agregar conceitos de diferentes maneiras. Para três palavras – mesa, cadeira e móvel, forme duas frases com estas três palavras. O desafio leva a que as células nervosas se unam mais rapidamente para que o cérebro possa formular uma resposta.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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