Como é que um dos compostos do vinho tinto confere benefícios para a saúde?

Estudo publicado na “Cell”

07 fevereiro 2012
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Investigadores americanos descobriram porque é que o resveratrol, um polifenol encontrado naturalmente no vinho tinto e outros frutos e vegetais, apresenta benefícios para a saúde, dá conta um estudo publicado na revista “Cell”.

 

O resveratrol poderá ser utilizado como terapia no tratamento de diversas doenças, nomeadamente, na diabetes tipo 2, doença de Alzheimer e doenças cardiovasculares. Contudo, antes de os investigadores o transformarem num fármaco seguro e eficaz, é necessário saber exatamente qual é o seu alvo nas células”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Jay Chung.

 

Estudos anteriores tinham sugerido que o resveratrol tinha por alvo uma proteína envolvida no envelhecimento, a sirtuína 1 (SIRT1). Contudo, os investigadores questionaram se o resveratrol poderia atuar de outro modo, após terem descoberto que este polifenol necessitava de outra proteína para ficar ativo.

 

Com base na análise da atividade de células tratadas com resveratrol, os investigadores descobriram que a proteína PDE4 era o principal alvo do resveratrol. A inibição desta proteína despoleta uma cascata de eventos celulares, incluindo a ativação indireta da SIRT1.

 

Para se certificarem que o resveratrol se associava e inibia as proteínas PDE, que têm um papel importante na regulação da energia das células, os investigadores administraram a ratinhos um fármaco que inibia a PDE4. Foi verificado que este fármaco reproduziu todos os efeitos benéficos e bioquímicos do resveratrol, incluindo a prevenção da obesidade, aumento da tolerância à glicose e melhor resistência física.

 

No entanto, Jay Chung revelou que ainda não se sabe quais os efeitos tóxicos do resveratrol se este for integrado num fármaco, dado que este polifenol interage com outras proteínas.

 

Assim como alternativa ao resveratrol, os inibidores da PDE4 podem oferecer os mesmo benefícios para a saúde, mas sem os feitos negativos, pois não interagem com outras proteínas. Atualmente existe um inibidor da PDE4 que já está aprovado pelas autoridades reguladoras dos EUA para o tratamento da doença pulmonar obstrutiva crónica.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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