Como é que os espermatozoides se movimentam?

Estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”

10 maio 2012
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Investigadores do Reino Unido descrevem o modo como os espermatozoides se movimentam no trato genital feminino, fornecendo novas informações sobre como estes encontram o seu caminho até ao óvulo, o que ajudará a desenvolver novos tratamento para a infertilidade, dá conta um estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

 

Os investigadores da University of Birmingham e da University of Warwick, no Reino Unido, exploraram o que distingue as dezenas de células que conseguem chegar até ao óvulo, dos milhões de espermatozoides ejaculados.

 

Contrariamente ao que se acreditava, de acordo com os autores do estudo, os espermatozoides raramente se movimentam na zona central do trato genital feminino, mas sim junto das paredes. De forma a estudar o comportamento celular nestes canais, os investigadores injetaram células em microcanais muito finos. ”Quando existe uma curva abrupta no canal, as células abandonam o canto, continuando a sua trajetória até embaterem contra a parede oposta do canal, com a distribuição de ângulos de saída a serem modelados pela viscosidade do fluido”, explicam, em comunicado de imprensa, os autores do estudo liderados por Petr Denissenko e Jackson Kirkman-Brown.

 

“As formas das paredes são capazes de direcionar preferencialmente as células móveis. Como consequência da movimentação ao longo dos cantos, o domínio ocupado pelas células torna-se basicamente unidimensional, o qual produz colisões frequentes, que necessitam de serem tidas em conta quando se está a modelar o comportamento das populações de células migratórias”, acrescentam os investigadores.

 

De acordo com Petr Denissenko, “as paredes onde os espermatozoides se deslocam são um destes casos, em que um sistema fisiológico complexo obedece a regras mecânicas muito simples.”

 

“Estudos anteriores realizados pelo mesmo grupo de investigadores indicaram que a forma da cabeça do espermatozoide pode afetar o modo como estes se movimentam. Assim, conjuntamente com estes novos resultados, acreditamos que poderemos desenvolver novos métodos de seleção dos espermatozoides”, conclui Jackson Kirkman-Brown.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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