Como deve ser uma pausa no trabalho?

Resultados de estudo publicados no “Journal of Applied Psychology”

30 setembro 2015
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A maioria das pessoas realiza pausas ao longo do seu dia de trabalho. Estas podem ser pausas para café, para fumar, para almoçar, para ter pequenas conversas com colegas de trabalho ou para curtos passeios junto ao local de trabalho. Um estudo levado a cabo na Universidade Baylor, nos EUA, procurou perceber quais os melhores tipos de pausa para recuperar a energia, concentração e motivação no trabalho.
 
Emily Hunter e Cindy Wu avaliaram 95 funcionários com idades compreendidas entre os 22 e os 67 anos de idade ao longo dos cinco dias de uma semana de trabalho. Cada participante teve de documentar cada pausa realizada durante esse período de tempo. Considerou-se pausa “qualquer período de tempo, formal ou informal, durante o dia de trabalho em que não são solicitadas nem é esperada a realização de tarefas relevantes para o trabalho, incluindo mas não limitado a pausa para almoço, café, consulta e envio de e-mails pessoais ou socialização com colegas de trabalho, não incluindo pausas para ida à casa de banho”.
 
As cientistas registaram e analisaram um total de 959 pausas, o que corresponde a uma média de duas por pessoa e por dia.
 
De acordo com este estudo, a melhor altura para realizar uma pausa é durante a manhã. “Descobrimos que quantas mais horas passavam desde o início do turno de trabalho, menos recursos e sintomas de pior saúde foram relatados após a pausa”, refere o estudo, concluindo que, “pausas mais tarde durante o dia parecem ser menos eficazes”.
 
Contrariando a crença de que realizar atividades que não estejam relacionadas com o trabalho são mais benéficas, o estudo revela ainda que as “melhores” pausas incluem atividades que os funcionários preferem, ou seja, atividades que os funcionários optam ou gostam de fazer, sejam elas tarefas relacionadas ou não com o trabalho. 
 
A investigação revelou também que os funcionários que realizavam uma pausa “melhor”, ou seja, a meio da manhã e a fazer algo da sua preferência, conseguiam recuperar melhor “recursos” (energia, concentração e motivação). Isto traduziu-se em menos sintomas somáticos (como dores de cabeça, olhos cansados, dores de costas), maior satisfação profissional, melhor comportamento de cidadania organizacional e menor exaustão emocional.
 
Embora o estudo não tenha conseguido identificar o tempo exato ideal para as pausas no trabalho, revelou que pausas mais curtas e frequentes se encontravam associadas a melhores “recursos”, o que sugere que os funcionários deverão ser encorajados a realizar pausas deste tipo.
 
“Ao contrário dos telemóveis, cuja sabedoria popular nos diz que devem chegar a zero para serem completamente recarregados, as pessoas, por seu lado, necessitam de carregar mais frequentemente ao longo do dia”, esclarece Hunter em comunicado de imprensa.
 
Na opinião das investigadoras, os resultados deste estudo poderão ser úteis tanto para empregadores como para empregados.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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