Como avaliar a qualidade de vida de pacientes com doenças de pele?

Estudo publicado na “Journal of Dermatology”

23 março 2018
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Os problemas e doenças de pele podem exercer um impacto negativo sobre a qualidade de vida do paciente.
 
No sentido de melhorar o tratamento e, consequentemente, a qualidade de vida dos pacientes com doenças dermatológicas, mais concretamente a hiperpigmentação, uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Boston, EUA, propôs-se por em paralelo duas escalas de medição da qualidade de vida dos pacientes com aquele tipo de problemas.
 
 Os investigadores compararam o Índice de Qualidade de Vida em Dermatologia (do inglês “Dermatology Life Quality Index” – DLQI) com uma escala não-validada, conhecida como Questionário de Avaliação do Impacto da Descoloração da Pele (em inglês “Skin Discoloration Impact Evaluation Questionnaire” – SDIEQ) no sentido de perceberem qual é a melhor e mais fácil de usar.
 
Foram recrutados 321 adultos com problemas de hiperpigmentação, ou seja, manchas escuras na pele, cuja medição da qualidade de vida foi efetuada com as duas escalas. 
 
A equipa considerou que ambas as escalas eram igualmente eficazes a medirem a qualidade de vida. No entanto, o Questionário de Avaliação do Impacto da Descoloração da Pele era mais simples de utilizar e consumia menos tempo.
 
“Saber o impacto de uma doença sobre a qualidade de vida de um paciente é essencial e um guia útil para fazer escolhas de tratamentos”, explicou Neelam Vashi, autora correspondente deste estudo.
 
“Medir a qualidade de vida relacionada com a saúde nos pacientes é também importante quando se trata de alocar recursos”, concluiu a médica, notando que são necessários mais estudos para validar esta ferramenta e eventualmente usá-la noutros problemas de pigmentação como o vitiligo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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