Como a meditação atenua a ansiedade

Estudo publicado na revista “Social Cognitive and Affective Neuroscience”

07 junho 2013
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Uma equipa de investigadores do Wake Forest Baptist Medical Center, EUA, descobriu os mecanismos específicos do cérebro que estão envolvidos na diminuição da ansiedade em indivíduos saudáveis.
 

Mestres Zen, monges budistas e cientistas sabem desde há muito tempo que a meditação pode promover a redução da ansiedade. No entanto não se sabia de que forma é que essa redução era operada. A equipa de investigadores responsáveis por este estudo identificou as áreas do cérebro que são ativadas ou desativadas durante a o processo de redução da ansiedade relacionado com a meditação.
 

Para o estudo, a equipa contou com a participação de 15 voluntários saudáveis, com níveis normais de ansiedade do dia-a-dia, sem historial de problemas de ansiedade e sem qualquer experiência prévia de meditação.
 

Os voluntários foram submetidos a quatro sessões de 20 minutos de aprendizagem de uma técnica de meditação denominada meditação da mente aberta (ou “mindfulness”) que se caracteriza por uma atenção sobre a respiração, e em todo tipo de pensamentos, recordações, sensações e emoções percebidas no campo da atenção sem se tecer juízos de valor sobre os tais.
 

Tanto antes como depois das sessões de aprendizagem daquela técnica de meditação, os participantes foram submetidos a uma técnica de perfusão por ressonância magnética denominada. Foram também avaliados os níveis de ansiedade dos participantes antes e depois desses exames.
 

Foram identificadas reduções de 39% nos níveis da ansiedade dos participantes, como consequência da meditação. Fadel Zeidan, autor principal deste estudo, considera que apenas uns minutos diários de meditação são o suficiente para ajudar a reduzir os níveis de ansiedade do dia-a-dia.
 

Segundo os resultados do estudo, as áreas do cérebro associadas à redução da ansiedade através da meditação são o córtex cingulado anterior e o córtex pré-frontal ventromedial, que são as responsáveis pelo desempenho do funcionamento executivo. Durante a meditação identificou-se mais atividade no córtex pré-frontal ventromedial que é a área do cérebro que controla a preocupação. Adicionalmente, sempre que a atividade aumentava no córtex cingulado anterior, que é a área que controla o pensamento e as emoções, a ansiedade diminuía.
 

“A meditação da mente aberta baseia-se em concentrar a atenção no momento presente e em controlar a forma como reagimos a pensamentos e sentimentos do dia-a-dia”, afirmou Fadel Zeidan. “É interessante como as descobertas revelam que as áreas do cérebro associadas à redução da ansiedade relacionada com a meditação são extraordinariamente consistentes com os princípios de se possuir uma mente alerta”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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