Comissão Europeia lança debate sobre células mãe

Greenpeace protesta em Munique contra comercialização

07 abril 2003
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A Comissão Europeia publicou segunda-feira um relatório onde avalia os benefícios e riscos da investigação com células mãe do cordão umbilical, placenta e fetos humanos, lançando o debate ético sobre a matéria nos países da União Europeia (UE).
 

 

Segundo o estudo, este tipo de investigação irá aplicar-se ao transplante de células diferenciadas provenientes de células mãe, a uma administração directa ao paciente e à estimulação da própria produção de células mãe.
 

 

Além disso, poderá ser usada para testar medicamentos, reduzindo assim a experimentação de novas substâncias em animais. O documento entende igualmente que a manipulação de células mãe será aceite na investigação dos mecanismos celulares básicos e no estudo de genes e moléculas.
 

 

Segundo anunciou a Comissão através de comunicado, o estudo irá funcionar como documento de trabalho básico durante o seminário inter-institucional que terá lugar a 24 de Abril em Bruxelas, onde será definida a estratégia comunitária a este respeito.
 

 

O VI Programa Quadro de Investigação, que abarca o período 2002-2006, deixou em aberto a decisão de como financiar os projectos de investigação baseados em células mãe.
 

No entanto, as instituições comunitárias acordaram em adoptar uma postura conjunta sobre esta matéria e trocar opiniões com os peritos ao longo de 2003.
 

 

Greenpeace em protesto
 

 

Activistas da Greenpeace disfarçados de vampiros protestaram ontem frente à Agência Europeia de Patentes, Munique, contra o pedido de licença de uma empresa norte-americana para comercializar células mãe do cordão umbilical, placenta e fetos humanos.
 

 

A acção de protesto, protagonizada por um grupo de 15 membros da organização ecologista, precedeu uma sessão na qual o organismo europeu vai abordar a alegação apresentada pela Biocyte, actualmente PharmaStem, a favor da sua patente.
 

 

A empresa norte-americana obteve em 1996 a licença para a comercialização de sangue humano proveniente do cordão umbilical, placenta e fetos. A Agência Europeia revogou-lhes os direitos em 1999, mas a empresa contestou a decisão. A Greenpeace considera que a eventual concessão da patente enfraqueceria a Convenção de Bioética do Conselho Europeu, que proíbe a comercialização do corpo humano.
 

 

Fonte: Lusa
 

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