Comércio de órgãos na China

Médico acusa governo de ser conivente com a venda de órgãos de prisioneiros executados

27 junho 2001
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O médico chinês Wang Guoqi acusou ontem o governo de Pequim de retirar e vender partes dos corpos de prisioneiros executados na China, em 1995, alguns ainda clinicamente vivos.
 

 

A prestar declarações na Subcomissão de Direitos Humanos do Congresso dos Estados Unidos, Wang, um especialista em tratamento de queimaduras, descreveu o que chamou de procedimentos coordenados entre cirurgiões e autoridades chinesas para extrair órgãos de condenados imediatamente após suas execuções.
 

 

Wang Guoqi , que pediu asilo político nos Estados Unidos, afirmou ter ajudado cirurgiões a operar em ambulâncias, bem como a extrair órgãos sem consentimento prévio do doador ou de sua família.
 

 

O Hospital da Brigada Geral da Polícia Paramilitar de Tianjin, onde Wang trabalhava, vendia posteriormente os órgãos e tecidos, segundo a denúncia.
 

 

A China executa mais condenados por ano do que qualquer outro país do mundo. De acordo com os números da Amnistia Internacional (AI), só no ano passado executou mais de mil pessoas em 2000.
 

 

A embaixada chinesa não respondeu às acusações, apesar de já ter sido, várias vezes, apontada. Em denuncias anteriores, a China tem vindo a negar o envolvimento do governo no comércio de órgãos, ao mesmo tempo em que enfatiza que a prática é ilegal no país.
 

 

 

Adaptado por: Paula Pedro Martins
 

 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

 

 

Fonte: CNN
 

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