Comer peixe durante a gravidez evita parto prematuro
25 fevereiro 2002
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Não é novidade nenhuma que a alimentação da grávida deve ser muito cuidada e saudável. Mas um estudo recente vem adiantar que ingerir peixe durante a gravidez aumenta as probabilidades de passar por este período de uma forma mais saudável. Os especialistas anda adiantam que o consumo de peixe pode evitar um parto prematuro.
 

 

A notícia chegou da Dinamarca, onde um grupo de cientistas estudou os efeitos benéficos deste alimento na dieta da grávida. Para os especialistas, o peixe - alimento rico em ômega-3 - aumenta o peso da criança ao nascer. Isto porque, avisaram os cientistas, prolonga a gestação e, por isso, evita os nascimentos prematuros.
 

 

Para chegar a essa conclusão, os investigadores compararam as dietas de oito mil mulheres durante a gravidez para determinar se os frutos do mar influenciavam os partos antes do período normal. Sjurour Frooi Olsen, do Instituto Statens Serum, em Copenhaga, explicou à Reuters os resultados do estudo: "O baixo consumo de peixe era um forte factor de risco para o parto prematuro e o baixo peso à nascença".
 

 

No estudo, publicado na revista British Medical Journal, os cientistas perguntaram às mulheres sobre a quantidade de peixe que comeram durante a gravidez e de que forma o consumiam – salada, prato quente ou suplementos de óleo de peixe.
 

 

Os cientistas notaram que as grávidas que comeram quantidades maiores de peixe tiveram menos partos prematuros e menos bebés com baixo-peso ao nascimento, comparado com as mulheres que não seguiram a mesma dieta alimentar.
 

 

Os nascimentos antes do período de nove meses caíram de 7,1 por cento em mulheres que não tinham comido peixe para 1,9 por cento nas grávidas que ingeriam o alimento, pelo menos, uma vez por semana.
 

 

Estudos anteriores já haviam demostravam uma relação entre o consumo de peixe e a gravidez durante o período dos nove meses.
 

 

Os óleos de peixe, como o de salmão, arenque e cavala, contêm grandes quantidades de ômega-3, um tipo de gordura que não é produzida pelo organismo humano. Acredita-se que a substância também ajuda a “combater” a depressão e a inibir o crescimento de células do cancro da próstata.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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