Comer o que gostamos ajuda a evitar a depressão

Estudo publicado no “Journal of Clinical Investigation”

09 setembro 2011
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Segundo um estudo realizado por cientistas da Universidade de Louvain, na Bélgica, o sabor doce não será a única razão pela qual decidimos comer um gelado ou um bolo em momentos de stress.

 

O conforto que induz o consumo de alimentos gordurosos não deriva exclusivamente da experiência prazerosa de comermos, mas também de sinais pontuais que o cérebro regista ao receber gordura.

 

A investigação, publicada no “Journal of Clinical Investigation”, utilizou controlos de ressonância magnética (RM) para avaliar os efeitos dos ácidos gordos sobre as emoções, ao injecta-los directamente no estômago.

 

Os cientistas colocaram música fúnebre e mostraram imagens tristes a um grupo de 12 participantes antes de administrarem a metade dos ácidos gordos, e ao resto dos voluntários, uma solução salina através de um tubo de alimentação.

 

Sem saber qual a substância que receberam, os voluntários classificaram o seu estado humor numa escala de 1 a 9, antes e durante o controlo. Os resultados mostraram que aqueles aos quais tinham sido injectados ácidos gordos estavam apenas meio tristes depois de verem as imagens e ouvir a música, em comparação com os participantes que receberam solução salina.

 

De acordo com Lukas van Oudenhoven, líder da investigação, "comer gordura parece tornar-nos menos vulneráveis às emoções tristes, mesmo quando sabemos que estamos a engordar".

 

"Evitámos a estimulação sensorial através da injecção de ácidos gordos directamente no estômago, sem que os sujeitos soubessem se estavam a receber gordura ou uma solução de sal", acrescentou.

 

Oudenhoven disse ainda que embora o estudo tenha implicações nas áreas da obesidade, depressão e transtornos alimentares, serão necessárias mais investigações para determinar se os resultados poderão ter algum valor no tratamento de doenças.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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