Combater o mau-cheiro

Novo desodorante bloqueia ferro das bactérias

03 junho 2002
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Com a chegada do Verão é normal que se queixe de um aumento do mau cheiro provocado por uma maior transpiração. Mas, segundo um estudo britânico, esse problema pode ter os dias contados. A solução, dizem os cientistas, está em bloquear o ferro das bactérias causadoras do mau cheiro.
 

É que pode não saber, mas o odor do corpo não vem precisamente do suor, mas de bactérias presentes na pele.
 

 

Desse modo, Andrew Landa e a sua equipa, do Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento Unilever, em Port Sunlight, no Reino Unido, desenvolveram uma forma de bloquear o ferro que seria usado pelas bactérias, o que retarda o crescimento bacteriano e reduz o odor.
 

 

Para conseguir este feito, os cientistas acrescentaram duas substâncias químicas a um preparado de desodorante e compararam a fórmula ao desodorante convencional, que se baseia em álcool etanol para matar as bactérias. De facto, o álcool mata os micro-organismos que produzem o odor, mas alguns sobrevivem e crescem novamente, colonizando novamente as axilas.
 

 

A nova fórmula contém ácido pentético (DPTA), uma molécula que «absorve» o ferro livre antes das bactérias se ligarem-se, assim como hidroxitolueno butilado (BHT), que ajuda a enfraquecer a ligação entre o ferro e a molécula de proteína que normalmente o carrega, conhecida como transferrina.
 

 

Depois desta fase, os investigadores compararam a combinação de DPTA/BHT com o desodorante de álcool em 50 voluntários. Em comparação com o álcool, com DPTA/BHT a quantidade de bactérias que usavam oxigénio foi reduzida em 90 por cento.
 

 

Especialistas na matéria cheiraram as axilas dos participantes e verificaram que a combinação experimental apresentou efeitos mais duradouros e foi mais eficaz do que o etanol na redução do cheiro.
 

 

Após cinco horas, as axilas tratadas com o preparado à base de álcool tiveram uma classificação de 2,1 numa escala de avaliação de «mau-cheiro» compreendida de zero a cinco. Ao invés, as que receberam a combinação de DPTA/BHT receberam a nota 1,8. Vinte e quatro horas após a aplicação, os especialistas classificaram o mau cheiro com etanol com 2,4 enquanto o DPTA/BHT recebeu 1,9.
 

 

No entanto, o líder da investigação não disse se um produto feito a partir desse princípio poderá chegar um dia ao mercado. Segundo afirmou à Reuters, um desodorante com essa fórmula não seria caro, além de não apresentado efeitos secundários nos voluntários.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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