Combate direcionado de células cancerígenas cada vez mais perto

Estudo publicado em “The Journal of Cell Biology”

22 agosto 2013
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Uma equipa de investigadores conseguiu identificar o papel desempenhado por um conjunto de proteínas no processo de mitose, que poderá abrir caminho para a descoberta de uma forma de destruir as células cancerígenas.

 

Conduzido pela Warwick Medical School, no Reino Unido, o estudo veio demonstrar o papel de um novo grupo de proteínas recentemente descoberto, as TACC3/ch-TOG/clatrina na formação de pontes de intermicrotúbulos que estabilizam as fibras do cinetócoro usado na mitose.

 

Quando uma célula se divide, produz um fuso mitótico o qual garante que os cromossomas são divididos de forma igual entre as duas novas células. Se este processo não ocorrer de forma eficiente poderá conduzir a problemas e essas células com cromossomas a mais ou a menos poderão tornar-se cancerígenas.

 

A clatrina é uma proteína que está envolvida no processo de transporte de membrana em células de interfase, mas altera o seu papel durante a mitose, onde trabalha ao lado das proteínas TACC3 e ch-TOG para formar estas pontes.

 

Quando a proteína TACC3 é removida da célula, a clatrina deixa de ser capaz de se ligar aos microtúbulos. Existem outras pontes, mas essas representam apenas 40% do total. Assim, em consequência, os microtúbulos ficam bastante enfraquecidos.

 

Através de métodos usados para remover rapidamente este grupo de proteínas, os investigadores conseguiram determinar que a remoção da TACC3 permite travar as células e exterminá-las. “Parece algo negativo, a ideia da morte de uma célula”, explica Stephen Royle, professor associado de biologia celular em biomedicina. “No entanto, é essencial lembrarmo-nos que a maioria das células adultas já não se divide e o que estamos a sugerir é a paragem da mitose nas que se estão a multiplicar”. 

 

Existem outras funções associadas à divisão celular que necessitam de ser tidas em consideração, como a reparação de danos. Todavia, Stephen Royle acredita firmemente que este é um passo importante no combate às células cancerígenas.

 

“Embora não seja ainda capaz de se direcionar para exterminar apenas células cancerígenas, os tratamentos atuais também não o são. Os fármacos existentes, como os taxanos, por exemplo, não fazem discriminação entre as células cancerígenas e as células normais. Esperamos que o próximo desenvolvimento nos dê um melhor conhecimento sobre como utilizar este conjunto de proteínas num ambiente mais clínico”, conclui o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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