Combate ao excesso de peso deve assentar mais em "evidências científicas"

Declarações da presidente da Sociedade para o Estudo da Obesidade

12 janeiro 2017
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O combate ao excesso de peso deve assentar mais em "evidências científicas" do que nas promessas "de charlatões", defendeu a presidente da Sociedade para o Estudo da Obesidade, comentando um estudo que relativiza a importância dos fatores genéticos.
 

De acordo com a investigação internacional divulgada pela universidade espanhola de Navarra, à qual a agência Lusa teve acesso, as pessoas com tendência genética para a obesidade podem perder peso com exercício, dietas ou fármacos da mesma forma do que quem não tem essa predisposição.
 

A endocrinologista portuguesa Paula Freitas considerou que é neste tipo de "evidências científicas" que as pessoas se devem basear se querem perder peso, afastando-se dos "produtos miraculosos que constantemente chegam em anúncios na televisão ou pela internet".
 

Os investigadores espanhóis, integrados numa equipa internacional de 30 cientistas, descobriram que os portadores do gene FTO, que faz aumentar o peso corporal, respondem da mesma maneira que o resto das pessoas à dieta, ao exercício e aos medicamentos para perder peso, afirmou na sua página na internet a universidade espanhola.
 

Paula Freitas defendeu que "modificar o estilo de vida" é que resulta no combate à obesidade.
 

Perder peso "faz parte de um processo" que começa na educação para os riscos do que é "um problema grave em Portugal" e "não é olhado como doença", considerou a docente na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.
 

Segundo dados do Eurostat divulgados em outubro passado, mais de metade da população adulta portuguesa tem excesso de peso, uma condição que "tem vindo a aumentar nas mulheres", assinalou Paula Freitas.
 

Nas estatísticas, relativas a 2014, identificou-se que 16,6% dos portugueses são obesos, uma prevalência que atinge 15,3% nos homens e 17,8% nas mulheres.
 

"A obesidade é uma doença complexa, depende de vários fatores" e o seu aumento não depende de fatores genéticos, "que não mudaram", mas sim de "fatores ambiente", apontou.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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