Combate ao cancro: Portugal é o pioneiro na nanotecnologia

Sistema vai permitir tratamentos personalizados

05 fevereiro 2013
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Portugal é "pioneiro" na aplicação de nanotecnologia na prevenção e combate do cancro com o desenvolvimento de um sistema de diagnóstico local que permitirá "poupar tempo e dinheiro" no tratamento da doença e "elaborar" tratamentos personalizados.
 

Os investigadores do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), em Braga, referem que a nanotecnologia poderá ter um papel muito importante na prevenção, diagnóstico e tratamento.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que numa pequena caixa de metal estão "centenas de horas de investigação, muito dinheiro aplicado", mas também "a esperança" para a prevenção e deteção "imediata" de doenças cancerígenas através da análise de biomarcadores.
 

"É um sistema de diagnóstico local que permite ao clínico determinar, no seu consultório, se existe um determinado tipo de patologia quando faz uma análise de sangue, saliva, ou urina", explicou à agência Lusa um dos investigador do INL, Paulo Freitas.
 

O procedimento começa com a recolha de uma amostra do fluído do paciente. "Depois, põe-se uma gotinha em cima de um chip que, ao inserir na caixinha, irá determinar exatamente o número ou de moléculas, ou de fragmentos de ADN e saber se a amostra contem um número que seja considerado já como patologia", explicou o investigador.
 

A "caixinha" é eletrónica, mas o "chip" é "todo ele nanotecnologia", afirmou o investigador, e transforma a combinação "num sistema que permite fazer o que normalmente é uma análise clínica em tempo real, entre 10, 20 ou 30 minutos".
 

A importância deste sistema é que permitirá "poupar imenso dinheiro no tratamento de uma doença eventual " podendo também "ajudar o clínico no tratamento porque vai permitir de uma maneira quantificada e personalizada de ajustar o medicamento".
 

Portugal, disse Paulo Freitas, "é um dos pioneiros na produção deste sistema que, não sendo o único existente, tem tecnologia portuguesa que exportamos para outros centros de investigação". O investigador acrescenta que a aplicação de tecnologias nano pode ainda alterar o paradigma do tratamento do cancro.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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