Combate à cegueira em África

Médicos apelam a melhores cuidados de higiene contra doença ocular

23 outubro 2002
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Há já vários meses que numa pequena vila do Quénia se vive uma situação dramática de saúde pública. Dezenas de pessoas estão em risco de cegueira devido ao tracoma, uma conjuntivite forte e contagiosa que leva quase sempre à perda de visão.
 

 

Mas uma iniciativa de um programa da Associação Médica Africana, o qual conta com médicos e voluntários, conseguiu reduzir pela metade a quantidade de pessoas com tracoma.
 

Provocado por uma bactéria transportada por moscas, o tracoma pode ser controlado apenas com uma higiene facial eficaz.
 

 

A doença é uma das que mais contribuem para uma epidemia mundial de cegueira, relacionada à falta de higiene, que atinge entre 40 e 45 milhões de pessoas – 90 por cento das quais nos países pobres.
 

 

Este programa de saúde pretende não apenas tratar do tracoma como também controlar as condições de higiene, para que mais africanos não sejam contaminados.
 

 

No entanto, um dos principais obstáculos na região é conseguir acesso a água limpa, para que a população lave os olhos de forma adequada, segundo informou Mores Loolpapit, chefe do projecto.
 

 

Uma das alternativas encontradas pelo grupo foi a construção de uma espécie de filtro dentro de um bidão, onde a água limpa não recebe a influência de bactérias do meio ambiente. «Nós treinamos a população local que, por sua vez, vai passando as técnicas de higiene facial ao resto das pessoas», contou Loolpapit à BBC.
 

 

Métodos como esse, aliado a um acompanhamento personalizado das famílias, levou a uma redução no índice de 60 por cento do número de pessoas infectadas para entre 30 a 35 por cento. «Acredito ser possível diminuir consideravelmente a epidemia. Mas não poderemos erradicá-la, porque a bactéria estará sempre lá», explicou o médico.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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