Coluna: não adiar ida a médico pode minimizar problemas

Alerta de especialista no Dia Mundial da Coluna

16 outubro 2015
  |  Partilhar:
A desvalorização que os portugueses fazem das suas dores nas costas pode ser um fator de agravamento da sua condição clínica, alerta o médico ortopedista Luís Teixeira.
 
Estas declarações foram feitas no âmbito do Dia Mundial da Coluna, que se comemora hoje, e difundidas através de nota de imprensa enviada pela Associação Spine Matters – Proteja a Sua Coluna, uma associação sem fins lucrativos que visa sensibilizar para a importância do cuidado com a coluna a tempo inteiro de uma forma transversal.
 
De acordo com o especialista, e também fundador da Spine Matters, oito em cada dez pessoas sofrem ou irão sofrer de dores da coluna em algum momento da sua vida. Tal ocorre, na opinião de Luís Teixeira, porque “poucos são os que têm consciência corporal para manter diariamente uma postura correta”. E acrescenta: “É muito comum ouvirmos as pessoas falarem de dores nas costas que podem surgir de inúmeros fatores como de noites dormidas numa posição errada, vícios posturais, saltos demasiado altos, excesso de peso na mala…Mas, geralmente, são dores pontuais e que acabam por passar. No entanto, as intensas e repetitivas merecem a atenção de um especialista.”
 
Apesar ser comum falar em dores nas costas, Luís Teixeira defende que é necessário “sistematizar para podermos compreender melhor as causas e os diferentes tipos de dor: lombar (localizada acima do quadril; dorsal (parte central das costas) e cervical (entre a cabeça e o tronco)”.
 
Além disso, alerta, muitas vezes as pessoas são negligentes em relação à sua coluna e automedicam-se em demasia, sem se permitirem descobrir qual o verdadeiro motivo das dores que sentem.
 
Para o especialista, o principal inimigo da coluna é o excesso de peso. “Por cada 10 quilos acima do peso adequado para um determinado indivíduo, aumenta em 25% o risco para desenvolver problemas na coluna”, revela.
 
Além disso, o sedentarismo e a idade são outros fatores de risco para este tipo de problemas. “A idade é o único fator que não podemos mudar”, adianta o ortopedista. “A partir dos 60 anos há uma maior probabilidade de se sofrer de dores na coluna mas é algo que pode ser contrariado através da prática de exercícios ao longo da vida de fortalecimento muscular, aumento da flexibilidade e que aumentem a irrigação sanguínea das fibras musculares.”
 
É por todos estes motivos que Luís Teixeira faz um apelo aos portugueses: “Quando vejo a quantidade de pessoas que podia ter evitado um problema sério, porque desvalorizaram os sintomas, sinto que é minha obrigação não deixar de alertar para a necessidade de visitar um especialista quando se sente uma dor persistente nas costas. Este Dia Mundial da Coluna é o momento certo para nos lembrarmos disso”, remata.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.