Colonoscopias: sedação realizada só por anestesiologistas

Recomenda a Direção-geral da Saúde

02 abril 2014
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As colonoscopias a realizar no Serviço Nacional de Saúde deverão ser feitas com sedação por um médico anestesiologista. A Direção-geral da Saúde (DGS) recomenda ainda que o clínico que faz o exame não seja envolvido no processo de sedação ao doente.
 

De acordo com uma norma clínica colocada em discussão pública esta semana no site da DGS “a sedação (anestesia) tem de ser realizada por médico anestesiologista”.
 

“O médico gastrenterologista que procede ao exame não deve ser envolvido no processo de sedação”, refere ainda o documento ao qual a agência Lusa teve acesso.
 

Esta norma surge na sequência de um despacho do Governo que determina que todas as colonoscopias no Serviço Nacional de Saúde (SNS) passem a poder ser feitas com recurso a sedação, uma forma de reduzir o receio com a realização deste exame.
 

Após despacho, a Ordem dos Médicos avisou que o Ministério da Saúde estava a propor uma sedação inadequada para as colonoscopias, que poderia pôr em risco os doentes.
 

Segundo a Ordem, a tabela de preços associada ao despacho que vem permitir a sedação nas colonoscopias prevê que a sedação seja feita por gastrenterologistas e não por anestesistas.
 

“Fazer sedação por um gastrenterologista é má prática clínica. Não é possível que o mesmo gastrenterologista que está a fazer colonoscopia esteja a sedar o doente, porque o doente ficava em risco. O gastrenterologista não pode estar em simultâneo a fazer um exame e a vigiar os sinais vitais do doente”, afirmou o bastonário José Manuel Silva à agência Lusa.
 

Na norma agora publicada no seu site, a DGS recomenda que a sedação seja realizada por médico anestesiologista.
 

Apenas perante a impossibilidade da presença física deste médico, ou em situação de urgência, a sedação poderá ser feita por um médico com treino em suporte avançado de vida ou por um clínico “conhecedor do perfil farmacológico dos fármacos que utiliza (…) e competente na resolução de complicações clínicas”.
 

A norma da DGS estabelece ainda as situações clínicas em que deve ser prescrita a colonoscopia, como, por exemplo, resultado positivo na pesquisa de sangue oculto nas fezes ou em caso de história familiar de tumor maligno do cólon e reto.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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