Colonoscopia poderia evitar 40% dos cancros colo-retais

Estudo publicado na revista “New England Journal of Medicine”

24 setembro 2013
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A realização de colonoscopias regulares poderia evitar cerca de 40% dos cancros colo-retais. O estudo publicado na revista “New England Journal of Medicine” confirma as atuais recomendações que referem que os indivíduos com um risco moderado de cancro colo-retal devem ser submetidos a este tipo de exame de 10 em 10 anos.
 

Os investigadores da Harvard School of Public Health, nos EUA, defendem que este estudo ajuda a resolver as incertezas associadas à eficácia do rastreio na redução da incidência e mortalidade resultantes do cancro colo-rectal. O estudo refere também que este tipo de rastreio é particularmente eficaz nos indivíduos com cancro que tem origem na parte superior do cólon ou proximal.
 

Os investigadores analisaram os dados de 88.902 indivíduos que tinham participado em estudos de longa duração e que foram submetidos questionários realizados entre 1988 e 2008. Foram também obtidas informações sobre as colonoscopias e sigmoidoscopias realizadas. Ao longo deste período, foram diagnosticados 1.815 de casos de cancro colo-retal e 474 indivíduos morreram devido a esta doença.
 

O estudo apurou que tanto a colonoscopia como a sigmoidoscopia, sendo este último procedimento realizado para rastrear tumores encontrados na zona inferior do cólon, estavam associadas a uma diminuição do risco de desenvolvimento de cancro colo-retal, assim como morte devida a este tipo de cancro. Apenas a realização da colonoscopia diminui o risco de desenvolvimento de cancro com origem na zona proximal do colon, mas não com o mesmo grau de proteção observado no caso do cancro colo-retal distal.
 

De acordo com os investigadores, o pequeno efeito que a colonoscopia tem na redução do risco de desenvolvimento de tumores com origem na zona próxima do cólon pode em parte ser devido às diferenças moleculares ou biológicas destes cancros.
 

“O nosso estudo fornece provas sólidas de que a colonoscopia é uma técnica eficaz de prevenção do cancro do cólon distal – perto do reto – e proximal, enquanto a sigmoidoscopia é insuficiente para evitar o cancro do cólon proximal”, refere um dos coautores do estudo, Shuji Ogino.
 

“Todos os anos, mais de 1,2 milhões de pessoas são diagnosticados com cancro colo-retal em todo o mundo. Estes resultados poderão reforçar a importância das atuais recomendações no que diz respeito ao rastreio deste tipo de cancro”, conclui o líder do estudo, Reiko Nishihara.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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