Colmatar problemas ósseos por lesão ou doença

Projeto apresentado esta semana em Braga

02 maio 2014
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Foi apresentado esta semana no encontro dedicado ao tema "Nanotecnologias, Materiais Avançados & Saúde: do conhecimento ao paciente", organizado pelo Health Cluster Portugal, um projeto que tem como objetivo colmatar problemas ósseos, provocados por doença ou acidentes.
 

O responsável pela investigação e professor na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Domingos Santos, revelou à agência Lusa que este projeto, denominado por “Tribone”, explora “a possibilidade de fabricar biomateriais que serão implantados no corpo humano, nas áreas de cirurgia ortopédica e maxilofacial”.
 

“Através da tecnologia que desenvolvemos neste projeto conseguimos controlar a estrutura interna dos biomateriais de modo a que eles se assemelhem ao osso humano trabecular. E, portanto, no fundo, esses biomateriais possibilitam que as células cresçam por essa estrutura interna e que a regeneração do osso se faça muito mais facilmente e de uma forma muito melhorada. Quando são implantados em substituição do osso humano comportam-se como sendo o próprio osso humano”, acrescentou.
 

O objetivo é que “a sua estrutura se assemelhe à zona lesada, ao osso que teve de ser retirado ou à zona óssea onde houve desgaste ou degeneração. O biomaterial que vai ser implantado deverá ter as propriedades e a configuração próxima ao osso que está a substituir”.
 

Nesta fase, Domingos Santos referiu que atualmente estão “a implantar estes protótipos em ovelhas, na esperança de que, depois de validados os resultados, consigamos ter esta nova tecnologia no mercado daqui por três anos”.
 

“Esta nova tecnologia está particularmente adaptada a grandes séries e, por isso, o nosso grande objetivo é também atingir o mercado internacional”, afirmou.
 

O responsável chamou à atenção para a importância deste projeto que “vai ter aplicação em todas as partes ósseas que sejam lesadas, ou por trauma ou por doença, onde haja necessidade de colocar um substituto do osso”.
 

O projeto, financiado pela Agência de Inovação, foi desenvolvido por um consórcio que envolve a Faculdade de Engenharia do Porto, o Instituto Pedro Nunes, de Coimbra, e três as empresas (Bioskin, Celoplás-Plásticos e Nanologic).

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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