Colesterol elevado: qual o melhor tratamento?

Estudo publicado nos “Annals of Pharmacotherapy”

19 outubro 2012
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O melhor tratamento para o colesterol elevado e outros problemas lipídicos envolve a toma de elevadas doses de estatinas, sugere uma revisão bibliográfica publicada nos “Annals of Pharmacotherapy”.

 

Neste estudo os investigadores da Oregon State University, nos EUA, analisaram várias opções para o tratamento do colesterol LDL (“mau” colesterol) e triglicerídeos elevados e colesterol HDL (“bom” colesterol) demasiado baixo que afetam milhões de pessoas em todo o mundo.

 

O estudo conclui que a toma de estatinas, que é eficaz na redução dos níveis de colesterol LDL, é apropriada para os pacientes que se encontravam em risco moderado e alto de terem problemas com os seus níveis de colesterol, ou mesmo para aqueles que já tenham sofrido um enfarte agudo do miocárdio ou angina, como resultado de uma doença cardiovascular.

 

Os investigadores verificaram ainda que o aumento da dose de estatinas conseguia oferecer mais proteção contra problemas cardiovasculares graves, do que a utilização ou a combinação de outros fármacos.

 

“As estatinas são capazes de reduzir em cerca de 30% o risco de enfartes agudos do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais nos pacientes que necessitam da sua toma”, revelou em comunicado de imprensa um dos autores do estudo, Matt Ito.

 

O investigador explicou que o intuito deste estudo era verificar se a adição de novos fármacos ou terapias à toma de estatinas poderia reduzir futuros problemas cardiovasculares. Contudo, verificaram que este não era o caso. O que realmente ajudou foi o aumento das doses de estatinas, até uma gama de quantidades aprovadas. Foi também constatado que este aumento não conduzia, aparentemente, a alterações nos efeitos secundários.

 

Os investigadores revelaram ainda que alguns dos medicamentos utilizados no tratamento das dislipidémias para além de serem menos eficazes, apresentavam maiores riscos para os pacientes. Estes incluem os fibratos utilizados para diminuir os níveis de triglicerídeos, a niacina para baixar os níveis de triglicerídeos e aumentar os de HDL e mesmo a toma de ácidos gordos ómega -3 que, apesar de serem seguros, não apresentam qualquer melhoria adicional à toma de estatinas.

 

Os autores do estudo verificaram apenas que a toma de fibratos conjuntamente com as estatinas poderia ser benéfica para os pacientes com níveis extremamente elevados de triglicerídeos ou muito baixos de HDL. Caso contrário, os riscos superavam os benefícios, especialmente para as mulheres.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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