Colesterol elevado aumenta risco de cancro da mama

Estudo publicado na “Science”

03 dezembro 2013
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Um subproduto do colesterol funciona como o estrogénio, na medida em que impulsiona o crescimento e disseminação dos tipos de cancro da mama mais comuns, revela um estudo publicado na revista “Science”.
 

Os investigadores do Instituto do Cancro de Duke, nos EUA, constataram igualmente que as estatinas, fármacos habitualmente utilizados na diminuição dos níveis de colesterol, parecem diminuir o efeito desta molécula.
 

Vários estudos já tinham demonstrado que havia uma associação entre a obesidade e o cancro da mama, e que o colesterol elevado estava associado a um maior risco de cancro da mama, mas ainda não se tinha identificado o mecanismo responsável.
 

Estima-se que o estrogénio “alimente” 75% dos cancros da mama. Num estudo levado a cabo pela mesma equipa de investigadores, apurou-se que um metabolito do colesterol, o 27-hidroxicolesterol ou 27HC, comporta-se de forma similar ao estrogénio em animais.
 

Neste estudo, os investigadores liderados por Donald McDonnell, decidiram determinar se esta atividade do estrogénio era suficiente para promover o crescimento e disseminação do cancro da mama, e se o seu controlo poderia reverter o efeito por ele produzido.
 

Através da utilização de modelos animais, foi demonstrado que havia um envolvimento direto do 27HC no crescimento deste tipo de tumor, bem como na agressividade com que o cancro se disseminava para outros órgãos. Foi também verificado que a atividade deste metabolito do colesterol era inibida quando os animais eram tratados com antiestrogénios ou quando a administração de suplementos de 27HC era interrompida.  
 

Estudos realizados em tecidos do cancro da mama humanos também mostraram que havia uma associação direta entre a agressividade do tumor e a quantidade da enzima envolvida na produção da 27HC.
 

“Este é um achado muito importante. Como os tumores da mama humanos expressam a enzima, produzem uma molécula similar ao estrogénio que promove o crescimento do tumor. No fundo os tumores desenvolveram um mecanismo para utilizar uma fonte diferente de alimentação”, explicou o investigador.
 

Donald McDonnell acrescenta que estes resultados sugerem que há formas novas e simples de reduzir o risco de cancro da mama, ou seja, através do controlo dos níveis de colesterol, da toma de estatinas ou da adoção de uma dieta saudável.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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